sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Vamos brindar!


Um brinde,
Pelo ano que se despede. Pelos dias ensolarados, pelos dias carrancudos. Pelas noites inundadas pelos raios prateados da lua e pelo brilho cintilante e intermitente das estrelas. Também pelas noites escuras, sem lua e sem estrelas. Pelas noites frias e chuvosas, tempestuosas, tenebrosas.

Um brinde,
Pelo céu azul. Pelo sol que aqueceu nossas vidas e que permitiu que nosso existir tivesse sequência. Pelas nuvens que nos concedeu alento nos dias de calor sufocante. Pela brisa suave. Pela chuva que banhou a terra, lavou os telhados, regou as planícies, escorreu das montanhas e alegrou os vales, reabasteceu e encorpou os rios, os lagos, os córregos. Pela chuva que revigorou as nascentes e que nos forneceu água em abundância, vital para nossa vida.

Um brinde,
Pelo alimento generoso que nutriu nossos corpos, regenerou suas células, que refez nossas forças, que alegrou nossas almas. Pelo repouso que acalentou nosso sono e fez brotar os sonhos mais diversificados.

Um brinde,
Pela saúde, pela força. Por todas as vezes que se venceu a doença, se espantou a tristeza, a preocupação, se buscou a saúde do corpo e da alma.

Um brinde,
Pelos passos dados. Pelos momentos vividos. Pelas horas de sacrifício, de dúvidas, de medo. Cada momento, independentemente da sua performance ou resultado, foi importante. Todos agregaram algum valor, impulsionaram o crescimento.

Um brinde,
Pelos resultados alcançados. Pelos fracassos. Pelo que foi começado e concluído. Pelo que não foi concluído. Pelo que deveria ter sido, mas que sequer foi iniciado. Pelo que foi alterado, substituído. Pelo que ganhamos. Pelo que perdemos.

Um brinde,
Pelos amigos. Aos que foram preservados. Aos conquistados, reconquistados. Aos que se distanciaram. Pela alegria que proporcionaram ao fazer parte de nossa vida. Pelo incentivo recebido. Pela motivação obtida. Pela força recebida, pelo tempo compartilhado.

Um brinde,
À família, que sempre esteve a nosso lado, nas horas de alegria, de dificuldades, de amargura, de angústia. À família que é parte de nós, da qual somos parte. À família que é o que existe de mais sagrado nesta terra.

Um brinde,
Ao amor. Às pessoas que amamos. Às pessoas que nos amam.  A todos que amam. Por tudo o que leva ao amor. Por tudo o que leva a amar. Pelos que acreditam no amor. Pelos que amam por que sabem que o amor transforma as pessoas, a sociedade e o mundo. Pelo amor que gera a felicidade duradoura.

Um brinde,
À vida. A essa vida que nos acompanha há tantos anos, sem se cansar de nos seguir, a cada passo, nesta longa jornada. Com perseverança. Com segurança. Sem desistir.

Um brinde,
Ao ano que começa. Pelas expectativas, pelas incertezas e pela confiança que ele sugere. Por tudo que será realizado. Pelos novos dias que se descortinarão. Pelas novas escolhas. Pelas próximas vitórias. Pelos possíveis tropeços. Pela vontade insaciável de crescer, de lutar, de ser vitorioso. Pela felicidade que acompanhará nossa caminhada.

Um brinde
A tudo isso. Com força total: tin tin.

(Publicado em 22.12.2015)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O próximo horizonte


Todas as pessoas nascem com limites. Alguns desses limites permanecem por toda a vida. Outros são derrubados. Outros ampliados. Outros surgirão com o passar dos dias. Limites de toda espécie.

A própria condição humana leva as pessoas a viverem dentro de determinados limites, sejam materiais, físicos, espirituais, psíquicos... Toda matéria é finita e limitada. E as pessoas são matéria (e espírito!). Portanto, possuem limites.

Os limites físicos acompanham as pessoas desde a sua concepção até enquanto existir uma única migalha de pó de seu corpo. A sua estatura, o espaço que ocupa, a distância que pode alcançar, as obras que realiza, tudo isso e muito mais compõe o rol dos seus limites. Céticos, muitos se atêm exclusivamente à realidade que se lhes apresenta, e pautam a sua existência sobre essa realidade finita, limitada aos seus contornos.

É comum observar pessoas completamente tomadas pelo pessimismo e ouvi-las pronunciar constantemente expressões como: “não vai dar certo, nunca deu”. “Comigo não funciona”. ”Seja o que Deus quiser”... Pautar-se nessas condicionantes significa renunciar à vocação, inerente a todos, de se superar a cada dia. São pessoas que não querem enxergar um pouco mais à frente. Negam-se a considerar que alguma coisa pode ser mudada e dar certo. Não se dão ao trabalho de compartilhar a ideia que aquilo que deu errado pode passar a ser feito de forma diferente e obter resultados positivos.

Muitas pessoas teimam em se manter enclausuradas em pequenos círculos que elas mesmas criaram. Condicionam o seu intelecto e o seu espírito às mesmas limitações impostas à sua matéria. Têm preguiça de pensar e esquecem que a inteligência e o espírito podem transpor os limites materiais e andar muito além deles. A inteligência e o espírito podem ir muito além de onde essas pessoas imaginam. Podem abrir os seus olhos e traçar novos rumos, caminhos diferentes, mais abrangentes, mais realizadores. Os piores limites são aqueles escolhidos pelas próprias pessoas. Esses realmente as aprisionam.

As pessoas foram criadas com a capacidade de se movimentar. São diferentes das árvores que, apesar de frondosas e floridas, não conseguem sair de seu lugar. As pessoas podem andar e possuem a inteligência que lhes possibilita buscar alternativas tanto de direção quanto de distâncias a atingir. A inteligência e o espírito, em sintonia com o corpo, formam uma parceria indescritível. São capazes de se superar e alcançar distâncias não imaginadas, e em velocidades inéditas.

O alcance do olhar normalmente é mais limitado do que se possa perceber. Por isso, não é prudente buscar apenas àquilo que se enxerga. O que está além, mesmo que pareça oculto, pode ser mais interessante. O horizonte estendido diante dos olhos é apenas uma amostra minúscula da imensidão de milhares de outros horizontes que o sucedem. É como se fosse o precursor de infinitos outros horizontes que se enfileiram um após o outro, sem intervalos, numa sequência harmoniosa e indivisível.

Contentar-se com o horizonte que se apresenta diante dos olhos é o mesmo que aceitar passivamente os limites que as circunstâncias insistem em impor. Ir além desse horizonte é buscar outros rumos, outras sendas, outras vitórias, a realização pessoal. Não é bom viver como um lago que, apesar de belo, permanece sempre contido dentro de seus limites, sem chance de ultrapassá-los. Precisa ser como o mar, que além de belo e majestoso, se estende infinitamente até além dos horizontes, muito distante do olhar.

Precisa estender o olhar para além daquilo que os olhos oferecem.

(Publicado no JNB em outubro de 2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CONSTRUINDO A FELICIDADE

O milagre da vida é o maior estímulo para a felicidade. Nada se compara a ele. O fato de existir já é motivo suficiente para ser feliz. A vida é o caminho para a felicidade. Todos merecem ser felizes.

O difícil, às vezes, é descobrir qual caminho seguir para encontrar a felicidade. É comum procurá-la e não encontra-la, buscá-la onde ela não está. Mas, ela está mais próxima do que se imagina. Ocorre que na busca a gente se utiliza dos olhos errados, demasiadamente materiais. Daí, a busca se limita às grandes coisas, grandes acontecimentos, como se estivesse preparada para pronta entrega, pronta para uso.


A felicidade tem que ser buscada com olhos diferentes: os olhos do interior, da alma, da simplicidade.

Existem caminhos formados por atitudes que estimulam a busca e facilitam o encontro da felicidade: ser otimismo, perseverança, conviver educadamente com as pessoas, respeito, altruísmo. Conviver com pessoas de bem, que também buscam a felicidade. Contabilizar todos os fatos positivos e administrar (apenas), os momentos de angústia, de desespero, de derrota. A derrota só é permanente, ou definitiva, quando as pessoas decidem e permitem que ela seja.

Aprender a observar os campos, os vales, as montanhas, os céus, o infinito, o cintilar das estrelas, a simpatia do luar com o olhar cândido daqueles que contemplam apenas para usufruir essas dádivas que a natureza e o seu Criador oferecem.

Aprender a ouvir os múltiplos acordes musicais da natureza: o cantar dos pássaros, o som da brisa, o rugir dos ventos, a orquestra das águas dos rios que serpenteiam em direção ao mar, o barulho do trovão, a voz dos vivos, a saudade dos que se foram.

Aprender a ouvir a maviosa orquestra do silêncio, identificando cada um dos instrumentos, cada acorde, cada solfejo, cada nota musical. A voz do silencio é a mais sábia, a mais doce, a mais suave. A voz que encanta.

A felicidade está em cada uma dessas coisas, visíveis e invisíveis, que nos cercam, incluindo pensamentos e desejos. É composta de minúsculos momentos, de atitudes, de acontecimentos, de pensamentos, de desejos. Juntos transformam-se na grandeza da felicidade.

A felicidade está à nossa disposição em cada lugar, em cada ato, em cada circunstância, em cada olhar, em cada sorriso, em cada pessoa que cruza a nossa vida. Está em nossos pensamentos, em nossos gestos. Está dentro de nós. Oculta, às vezes, mas sempre dentro de nós.

Para obtê-la é preciso buscá-la. Apanhá-la. Descobri-la e trazê-la para si. Fácil. O problema é que a gente insiste em querer encontrá-la completa, como um todo, pronta para ser levada, assumida, consumida. Mas não é assim. Ela se compõe de pequenos detalhes, como se fossem minúsculas sementes lançadas uma a uma à terra para só depois usufruir dos frutos. Precisa que seja montada peça por peça. Somente assim se torna duradoura. Não pode ser confundida com um objetivo, com data de ser alcançada: ela é um caminho, uma continuação, uma constante. Sem fim. A cada dia um pouco mais.

A chave da felicidade está guardada dentro de cada um. Isso significa que para ser feliz precisa, primeiro, que cada um entre e a busque dentro de si, pois, fora de nós encontramos apenas estímulos. Mas a decisão de ser feliz ou infeliz é de cada um, independentemente dos estímulos externos. Cada um tem a chave da sua felicidade. Cada um é a própria chave da sua felicidade. E essa chave não tem cópia: é única.

(Publicado no JNB em agosto de 2015)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Busque o todo

Não busque a metade
Dos pensamentos, dos sentimentos,
Das pessoas,
A metade do amor.

Não busque a metade
Da beleza,
Do perdão,
Da amizade.

Não busque a metade
Do dia,
Do sol,
Da liberdade.

Busque sempre o todo,
O completo, o inteiro,
A qualidade,
A satisfação.

Busque o que é bom, o bem total.
A felicidade completa.
Busque o amor.
Seja feliz, sempre.

domingo, 14 de junho de 2015

A vida

É difícil definir o que é a vida. Existem tantos aspectos a considerar, pontos de vista a destacar, prioridades a estabelecer, que uma definição simples será sempre insuficiente. E mesmo que seja mais elaborada, mais complexa sempre ficará aquém do alcance do verdadeiro sentido da vida. Por isso, melhor não tentar defini-la. É preferível vivê-la.

Sabe-se que a vida é o caminho único para a eternidade. Cada um dos momentos vividos, cada passo dado, cada pensamento, cada gesto, cada ato... tudo contribui para consolidar a vida e torná-la plena, e mais burilada para a eternidade.

Ninguém saberá, jamais, quantos passos já foram dados ou quantos ainda lhe restarão. Nem quantos pensamentos, quantos atos... Mas é possível saber quanto de boa vontade e de boas intenções se tem para alinhar e concluir esses propósitos.

Quantos serão os objetivos traçados e alcançados, quantos horizontes vislumbrados, quantos olhares dirigidos ao infinito... A quantidade será sempre um mistério, mas a intensidade pode ser medida e definida por cada pessoa.

A vida não pode ser confundida com um objetivo. A vida é o caminho. E cada um traça e se transforma no próprio caminho. Ninguém deve abrir mão da prerrogativa de ser o próprio caminho por onde a sua vida transita e o conduz no dia a dia. E esse caminho vai se recolhendo automaticamente à medida que por ele se transita, como se fosse um grande (ou pequeno) tapete que se enrola gradativa e definitivamente na sequência de cada passo dado.

Cada um é seu próprio caminho. Cada um constrói o seu caminho: ele pode ser fácil ou difícil, plano, montanhoso ou íngreme. Depende de cada um. Na margem desse caminho podem ser semeadas flores ou espinhos. Alguns, distraídos ou não, deixam as sementes dos espinhos caírem e germinar em seu sulco, o que dificultará a sua caminhada.

Nenhum caminho nasce pronto. Também não é construído num único dia. É composto por todos os momentos vividos. A cada momento se constrói um pedacinho dele. Pequenas distâncias obtidas da vivência de cada um dos minúsculos momentos.

Alguns têm medo de construir o seu caminho. Esperam que outros lhe indiquem sendas alternativas sem perceber que podem ser desconhecidas, sombrias, perdidas, às vezes equivocadas. Não sei se têm coragem de construí-lo ou se não têm vontade. Contentam-se em seguir por veredas já transitadas por outros, sem atrativos, sem luz, sem expectativas. Quem não constrói o próprio caminho corre o risco de embrenhar-se nessas direções alternativas, sem nenhuma segurança.

Fica evidente a importância de se construir o próprio caminho. Se a vida é pessoal e inédita para cada um, o seu caminho deve seguir o mesmo conceito: ser inédito, pessoal, intransferível. Assim é possível caminhar com passos firmes, seguros, decisivos, com a certeza de que se chegará exatamente onde se projetou chegar.

O mais importante da vida é que ela seja vivida por inteiro: desde o primeiro dia até o último. Mas vivê-la de verdade, com toda a intensidade em todos os momentos!

(Publicada no JNB em junho de 2015)

domingo, 10 de maio de 2015

MÃE


Mãe é uma palavra mágica que encanta a todos, inclusive àqueles mais durões, insensíveis, que se esforçam para não externar seus sentimentos.

 Mãe é aquela pessoa que transforma o igual em diferente. O mesmo em novo. As lágrimas em alegria. Resgata a fé das profundezas da escuridão. Abstrai a esperança dos escombros da derrota.

 Mãe, mesmo quando pisada, continua inteira para o filho. Se destruída, encontra tempo e disposição para acalentá-lo.

 Conselheira, sempre dispõe de uma palavra amiga. Tem a força de se sobrepor às vicissitudes da vida para proteger o filho.

 Consegue entender e amar o filho que se desgarra, e o atrai para a tenda do seu coração.

 Ama intensamente cada filho, sabendo identificar e respeitar a suas diferenças.

 Ama sempre, por que é a fonte do amor. O ninho amor. O amor.

 Essa é a mãe.

 Essa é você, mulher-mãe!

 FELIZ DIA DAS MÃES - A TODAS AS MÃES!
(Homenagem às mães - maio de 2015)

domingo, 3 de maio de 2015

O que é corrupção?


O Brasil tem fama de ser um país corrupto. E não é por menos... É vergonhoso como em pleno Século XXI, onde a tecnologia e a transparência se destacam (ou deveriam se destacar), ainda existir casos tão escandalosos de corrupção envolvendo inclusive altos escalões da vida pública.
 
E mesmo com os casos escancarados para a população ainda existem os “caras de pau” envolvidos que se declaram inocentes. E pior: gente da plebe, como nós, prejudicada pela corrupção havida (ou quem sabe, ainda em andamento), defendendo esses envolvidos, sob a argumentação de que no passado, em outros governos, também havia corrupção.
 
Desde quando um crime justifica outro? Desde quando alguém pode atribuir-se inocência perante um crime praticado sob o pretexto de que outros já praticaram o mesmo crime?
 
Os danos causados pela corrupção são devastadores. Estão muito acima da vergonha que deveriam sentir os envolvidos. Poucos se detêm a avaliar os verdadeiros estragos. O dinheiro desviado pela corrupção origina um vazio bem maior daquele que se está habituado a considerar. Inibe a realização de projetos voltados à população. Prejudica a educação e a saúde, por que impede a construção e manutenção de escolas e hospitais. Nega-lhe a moradia. Arranca-lhe o alimento da sua boca, dentre outros malefícios.
 
No Brasil os escândalos de casos de corrupção se sucedem num ritmo alucinado: não dá tempo para esquecer um escândalo que já surge outro, e outro, e outro...
 
Será que a causa é cultural? Creio que sim. Grande parte da população pensa em levar vantagem sempre e em tudo. Nas pequenas e nas grandes coisas. Isso é uma forma de corrupção.
 
Mas, por que existem corruptos? A resposta é única: por que existem corruptores. E corruptores são tão criminosos quanto os corruptos. Corromper alguém para levar vantagem sobre outras pessoas também é crime. E o corruptor está na mesma linha de maldade do corrupto.
 
Por isso, vejo duas possibilidades de terminar de vez com a corrupção: ou conscientizar a todos que não sejam corruptores, ou criar leis severas envolvendo tanto o corrupto quanto o corruptor, considerando criminosos os dois, no mesmo nível.
 
No dia em que houver leis severas nesse sentido e, é claro, quando forem realmente cumpridas independentemente de quem estiver envolvido, com certeza a palavra corrupção se tornará algo do passado. E não precisarei mais escrever sobre o assunto (que bom!).
(Publicado no JNB em abril de 2015)

 

sábado, 7 de março de 2015

Com você


Com você

Com você,
O amanhecer é encantado,
Os dias ensolarados, mais claros,
À noite as estrelas brilham sem cessar.

Com você,
A escuridão das noites cede espaço
Para os raios prateados da lua
E para o brilho envolvente das estrelas.

Com você,
As flores são mais coloridas,
Exalando perfumes irresistíveis
Pelos jardins e pradarias sem fim.

Com você,
As águas dos riachos são mais puras,
Os bosques mais verdes,
Os caminhos mais acessíveis.

Com você
Aqui comigo, ao meu lado,
É muito mais prazeroso
Viver a vida, viver o amor.

(Homenagem ao dia da mulher. 08.03.2015)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Melhor não perder tempo

Muitas vezes a gente chega ao final do dia e tem a sensação de não ter feito nada. Sensação de ter perdido o dia. E o pior é que essa sensação, às vezes, pode representar uma verdade. A impressão de que o dia não rendeu o que se esperava é muito ruim, deixa-nos “prá baixo”, sem vontade de recomeçar. Sem reação.

Momentos de baixa produtividade todos têm. É uma realidade na vida de todas as pessoas. Nem sempre estamos em nossa melhor fase. Mas, o que não se pode é deixar que esses momentos sejam muito constantes, frequentes demais. Repetidos. Se isso começar a se vislumbrar, é preciso reagir de imediato. Voltar à realidade. Embarcar no trem da realidade produtiva.

Perde-se muito tempo, às vezes em elaborar projetos, estabelecer objetivos, sem marcar um momento para começar a buscá-los, a produzi-los, trazê-los ao presente. Sonhar é bom, mas não basta: precisa parar e transformar esses sonhos em realidade. Quem se limita a sonhar é apenas um sonhador. Nunca será um realizador. Nunca concretizará nada. Daí a sensação de incapacidade, de incompetência e frustração, pois nada consegue concretizar daquilo que sonha.

Alguém já falou que é preciso deixar para sonhar à noite, e reservar o dia para realizar. Tem sentido, respeitadas as proporções. Significa que se deve intercalar os momentos de sonhos com momentos de muito trabalho para colocar em prática esses sonhos.


Por outro lado, perder tempo lamentando-se do que não deu certo também é prejudicial. Não agrega nada. Não soma. Não levanta ninguém. Todo o tempo perdido é um tempo que não retorna nunca mais. E também não pode ser recuperado, pois é passado, e no passado ninguém consegue atuar. E pior do que isso é tentar correr atrás do tempo perdido. Se está perdido já passo e, portanto, é inalcançável. Precisa aproveitar ao máximo o presente. É no presente que se ganha tempo. Por isso, “melhor não perder tempo”.

(Publicado no JNB em fevereiro de 2015)