terça-feira, 17 de abril de 2012

É feriado?

Você gosta de feriado? E de feriadão, quando se emenda (ou se enforca) mais de um dia?

É claro que os feriados são sempre bem-vindos, principalmente para quem trabalha ou estuda. É um dia a mais que se ganha para descansar, ou passear, ou para ter um tempo maior para fazer algo fora da rotina.

Mas será que a nossa gente conhece o sentido dos feriados? Será que conhece a origem de cada um, ou o que se celebra em cada feriado?

Para muitos o sentido do feriado fica em segundo plano (ou nem fica!). O que conta é o feriado em si, dia em que não se trabalha, não se freqüenta as aulas, etc. Também não se vê muito esforço para prestar os devidos esclarecimentos à população. A própria mídia não se esforça muito. Prefere mostrar os grandes congestionamentos de carros que se formam nas principais artérias das cidades grandes, ou nas vias que dão acesso ao interior ou ao litoral.

Feriados religiosos, feriados civis, todos lembram um evento muito importante que aconteceu no município, no estado, no país ou no mundo, em tempos recentes ou remotos.

Desde a antiguidade os feriados tinham como objetivo relembrar algum fato de grande destaque para determinado povo. A Páscoa, por exemplo, significa para os Judeus, a passagem do estado de escravidão, imposta pelos egípcios, para a liberdade, rumo à Terra Santa, conduzidos por Moisés. Depois, foi adotada pelos Cristãos, como a passagem da morte para a vida, lembrando a ressurreição de Jesus.

Feriado da independência, para qualquer país, significa, no mínimo, a passagem do estado de dependência política para o de independência.

Todos os feriados, para qualquer povo, ou para qualquer religião, têm um sentido muito profundo, daí a importância de manter as populações informadas a seu respeito.

A falta de esclarecimento contribui para a alienação da população. A falta de iniciativa das pessoas em saber o sentido do feriado é uma forma que cada um escolhe para se alienar.

São inúmeras as pessoas, no Brasil, que “curtem” feriado de qualquer espécie, mas sem se preocupar em buscar informações sobre a sua origem, o seu sentido, sobre o que ele representa.

Um povo que cultiva sua tradição, que celebra conscientemente as datas importantes, sejam civis ou religiosas, é um povo comprometido consigo mesmo, com sua terra, com aquilo que contribuiu para a construção da sua sociedade, da sua cultura, da sua educação.

(Postado no JNB em abril de 2012)