terça-feira, 26 de junho de 2012

Em favor de quem possui necessidades especiais

Recebi o texto abaixo por e-mail, de Anderson Farias, ex-aluno meu do curso de Gestão de Eventos, na Hotec. Ele se formou no final de 2011, junto com sua esposa Camila Harumi, no curso de Eventos. Ambos são deficientes visuais de nascença. Mas estão na luta. São desbravadores. Empreendedores. Gente que sabe o que quer, vai à luta e alcança seus objetivos.

Boa noite colegas,

Estou encaminhando essa mensagem para várias pessoas com quem tive contato nos últimos anos: professores, colegas de sala da faculdade e outras.

Que cada um possa utilizar essa informação da melhor forma possível, mesmo que seja apenas repassando para outros interessados.

Texto extraído de: Câmara dos Deputados
Com o objetivo de oferecer ao mercado hoteleiro e de turismo um amplo programa de informação e orientação visando à eliminação de barreiras arquitetônicas e de comunicação nas edificações destinadas a hospedagem, a Abih/SP – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo, em parceria com a Abnt – Associação Brasileira de Normas Técnicas, lança na próxima terça-feira, 26 de junho, o “Selo de Acessibilidade e Inclusão Social”, acompanhado por um programa contínuo de sensibilização e capacitação sobre as necessidades de funcionários e clientes com características físicas e sensoriais especiais.

Segundo estimativas da ONU, 10% da população dos países em desenvolvimento é formada por pessoas com algum tipo de deficiência. A Organização Mundial da Saúde, OMS, calcula que esse número chegue a mais de 700 milhões de pessoas no planeta. Hoje no Brasil, de acordo com dados do IBGE de 2010, são cerca de 35 milhões de habitantes com essas características.

Além disso, quase 20% da população do país é formada por cidadãos com idade acima dos 60 anos e 13% por obesos, os quais, muitas vezes, necessitam das mesmas estruturas de acessibilidade voltadas para as pessoas com deficiência. Juntos representam expressivas parcelas da sociedade que necessitam de atenção.


O Coordenador de Mobilidade e Inclusão da Abih/SP, Edison Passafaro, comenta que a Copa de 2014, as Olimpíadas e Para-olimpíadas em 2016, exigirão que a infraestrutura das cidades-sedes possa atender, com o mínimo de qualidade, a demanda sobre a mobilidade urbana dessa legião de estrangeiros, além de seus moradores. “Outras cidades, com atrativos turísticos e de negócios, também serão alvo de interesse desses visitantes e devem se preparar”, afirma o executivo.


Para tanto, será necessário que as estruturas voltadas ao transporte, hospedagem, comunicação, segurança, gastronomia, saúde, entretenimento e comércio em geral, entre outras, estejam preparadas para atender a tanta gente.


Para o Presidente da Abih/SP, Bruno Omori, a entidade está convencida de que, “com a adoção do conceito internacional de Desenho Universal na execução dos projetos de novas edificações, e com a aplicação das normas de acessibilidade da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, apontadas pela legislação, na adequação das situações já consolidadas da rede hoteleira, é possível tornar natural e economicamente viável a implantação de políticas empresariais voltadas ao respeito à diversidade humana que permitam a inclusão econômica e social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nas diversas modalidades do setor de turismo”, finaliza o executivo.


Dj Anderson Farias

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Homenagem ao dia dos namorados


Existem momentos na vida que parece que todas as pessoas nos abandonam. Deus, então,  coloca anjos à nossa disposição.

Esses anjos são os nossos amigos, as nossas amigas. Eles estão presentes em nossos momentos bons e nos momentos ruins. Sempre presentes. Física ou espiritualmente. Eles aparecem em nossas vidas, se instalam nela e se transformam em seres insubstituíveis.

São anjos da nossa guarda, que estão sempre conosco, de dia e de noite. Sempre. Estão em nosso coração.

Agradeço a Deus por ter sido presenteado por um grande anjo/amigo, que é você.


terça-feira, 5 de junho de 2012


Não deixe passar batido

A gente descobre o valor das coisas  quando elas faltam.

Quem sente fome entende perfeitamente o valor dos alimentos. O mesmo pode-se dizer da relação entre a água e a sede.

O princípio é aplicável, também, às pessoas, aos colegas, aos amigos. Passamos a maior parte do nosso dia e de nossa vida ao lado de pessoas. E às vezes nem as percebemos. Porque não lhes damos o devido valor. Apenas passam por nós, e as ignoramos (de forma consciente ou não).

Basta estar sozinhos para sentir a sua falta, descobrir o seu valor, a importância da sua presença (física ou espiritual). Percebe-se o tanto que elas representam para nós, o tanto que elas são importantes para nós. E descobre-se o quanto não sabemos valorizá-las.

Não somos eternos. As pessoas não são eternas. São passageiras, viageiras, caminheiras rumando para algum lugar. Podemos segui-las, ou não. Elas podem nos seguir, ou não. É uma questão de atitude, é opção de cada um. Mas existe uma verdade: não estarão ao nosso lado para sempre. Nem nós ao lado delas.

Pessoas queridas passam pela nossa vida, somam, fazem a diferença, e se vão. Às vezes não tivemos a oportunidade, ou a coragem, ou a consideração de dizer-lhes quanto são e serão importantes para nós. Existem pessoas que conseguem fazê-lo até com naturalidade. A vida lhes ensinou a viver assim. São diferentes, privilegiadas, que conseguem ver nos outros partes de si mesmas, complementos de si, de sua vida. Pessoas que edificam a sua existência, dia após dia, baseando-se no valor da amizade e do amor.

Pessoas passam despercebidas pela nossa vida. Outras marcam-nos profundamente. Porque conseguem entrar no nosso coração e gravar nele o seu nome. Essas jamais serão esquecidas, porque o nome escrito no coração é indelével. Não se apaga. É eterno. São os amigos, as amigas que prezamos de verdade.

Nós também passamos pela vida de muitas pessoas. Em quantas permanecemos? Quantas se lembrarão de nós? Apenas aquelas em cujo coração deixamos gravado o nosso nome.

Muitas pessoas passaram pela nossa vida e delas sequer lembramos da fisionomia, da idade, do nome (se tinham nome!), enfim, não lembramos de nada delas. Ou, quem sabe, não lembramos sequer que passaram por nós. Ou lembramos apenas vagamente, devido a algum episódio que gerou uma lembrança na memória. E só.

Mas de muitas lembramos com detalhes: são aquelas que deixaram sua marca em nossa vida. Ou em momentos dela. Seus nomes estão gravados em nós para sempre. São pessoas que ofereceram, mereceram e receberam nossa amizade. Algumas do tempo da infância. Outras mais recentes. Em todas as fases da vida pessoas foram importantes (e continuam sendo).

São as pessoas que amamos. São amigos. Confiaram em nós. Confiamos neles. Passaram a fazer parte da nossa vida. Estão sempre presentes, mesmo que distantes há muitos anos. Porque amigos são como irmãos: a gente não escolhe. Eles aparecem, se instalam em nós e permanecem. E nos fazem bem.

Um aperto de mão, um olhar de aprovação, de desaprovação. Um sorriso. Um estímulo. A simples presença, ou a distância às vezes. A certeza de estar sendo apoiado sempre. Esse é um amigo. Este gravou o seu nome no coração. Será sempre um amigo. Será sempre alguém muito especial.

Amigo que nos aceita como somos, sem exigir que mudemos, que sejamos diferentes, que os imitemos, que sejamos como ele. Que vivamos de acordo com o seu estilo, com seus gostos, o seu jeito de viver. Que se adaptou ao nosso jeito de ser. Que não pediu nada em troca, porque sabia que receberia reciprocidade na mesma proporção ou, quem sabe, em escala ainda maior.

Amigo está sempre presente. Sabe entender nossos momentos de azedume, de falta de lucidez. Confia em nós. Apoia-nos nos momentos em que mais precisamos. Antecipa-se à nossa necessidade. Quando dele precisamos, ele já está presente, mesmo que às vezes o ignoremos, ou não lhe dediquemos a consideração devida, porque naquele momento não estamos carentes de sua ajuda e de sua companhia.

É importante valorizar as pessoas que nos querem, nossos amigos, porque são e serão sempre especiais. Se deixarmos que passem por nós despercebidos farão falta amanhã. E será tarde. E quando fica tarde, já houve a perda.

Na vida existem ganhos e perdas. Algumas perdas são irrecuperáveis, irreparáveis, das quais nos arrependemos, e de que nos deixam chateados. Pessoas especiais que não valorizamos. Ou pior, que as descartamos antes mesmo de dar-lhes (e de dar-nos) uma oportunidade. E isso nos entristece, porque percebemos que fomos os únicos culpados por tal perda.

É muito importante valorizar o que não se perdeu, o que se conquistou, o que se poderá conquistar no futuro, e aprender a não perder o que não deve ser perdido.

(Texto publicado no JNB em junho de 2012)