sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O valor da vida

A vida é o maior dom que qualquer ser vivo recebe de Deus. A gente nem pensa tanto nisso, pois é tão normal viver o dia a dia, sem esforço para começar ou para terminar cada minuto que passa.

As pessoas vivem tão acostumadas a viver que sequer se dão conta do tempo que se esvai a cada instante.

As pessoas só se dão conta do valor das coisas boas quando elas faltam, ou quando as perdem.

Com a saúde acontece o mesmo: as pessoas só se lembram de valorizá-la quando a perdem.

E a vida? Bem, a vida é o que existe de mais precioso. É através dela que tudo acontece nesta terra. Através dela a gente realiza e se realiza. A gente se emociona. Tem momentos felizes= e tristes.

É importante viver a vida intensamente. Cada um dos minutos, sem perder nenhum. Viver a vida intensamente e conviver com as pessoas queridas o maior tempo possível. Cada momento bem vivido será sempre um momento prazeroso. Não importa se há sofrimento, se há dificuldades, se a vida nos parece dura. Mesmo sendo dura vale a pena vivê-la intensamente.

Quem vive intensamente cada momento soma, agrega valor a sua própria vida, e se torna referência para os outros. Nunca sentirá a sensação de estar devendo para a vida.

Viver a vida intensamente, compartilhar nosso tempo com quem amamos é ser feliz. Quem vive desse jeito, sempre levará consigo boas lembranças, momentos inesquecíveis, inclusive quando essa convivência se encerra pela partida derradeira de alguém querido.

Viver a vida intensamente é dar-se valor e valorizar as pessoas. É se amar e amar aos outros. Enfim, é viver de verdade.

(Postado no JNB em agosto/2011, em homenagem a uma pessoa muito querida que já se foi, mas que permancerá para sempre em nosso coração!)

domingo, 14 de agosto de 2011

O país do deixa disso

Entra ano, sai ano e as notícias de falcatruas se reproduzem. Ora de um gênero, ora de outro. Ora envolvendo um partido, ora outro. Ora um governo, ora outro.

Até onde?...

Nesses dias assistimos à queda do Ministro da Casa Civil do atual governo. Motivo: Possíveis falcatruas? Verdades ou mentiras? Ainda não se sabe... Mas, será que a verdade será apurada e revelada como esperado por todos?

Em qualquer país civilizado presume-se que o erro seja apurado e corrigido, independentemente da origem, da classe social, do padrão econômico dos envolvidos. E quando as denúncias se confirmam, que seja feita justiça. Se ficar comprovado que não passam de fofocas, justiça seja feita da mesma forma, resgatando a honra do denunciado e aplicando a lei ao denunciante. O que não pode é colocar panos quentes, “negociar”, “fazer acordos” e descartar tudo no túmulo do passado. Isso é agir com seriedade.

Esses fatos são uma constante no Brasil, apesar do grande avanço que já se deu em direção ao crescimento, com grande repercussão no começo, e em seguida remetidos ao esquecimento sem que o povo saiba até onde chegaria verdade ou onde começaria a denúncia infundada, a fofoca, a mentira.

A lógica é a apuração sempre. E isso não deve ser obrigação, mas cultura. Cultura de um povo que trabalha, que paga impostos, que elege os integrantes dos poderes legislativo e executivo.

Somente quando tem o direito de ser ouvido, de ser atendido, e exige que esse direito lhe seja concedido, é que se pode afirmar que um povo é verdadeiramente independente.

“Deixa disso” pode significar deixar-se enganar, ou não querer ir adiante, deixar de lutar por algo que se quer muito. Em alguns casos significa deixar de lado algo que realmente não compensa que se dê sequência e partir para algo melhor. Depende de cada um. O resultado também...

(Publicado no JNB em junho de 2011)