quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Homenagem ao dia da criança (adulta)

Quem tem coragem de olhar atentamente para uma criança, interpretar os seus gestos e entender o seu olhar, percebe que ela tem muito a nos ensinar, não importa a quantidade de anos que já deixou para trás.

Em todos os momentos uma criança pode nos ensinar algo diferente e útil. Dentre esses ensinamentos destacam-se três, que no meu entender são muito especiais:
Buscar a alegria em todos os momentos e circunstâncias, manter-se sempre em atividade, e chorar com toda força por aquilo que deseja.

Significa enfrentar todas as circunstâncias com força e persistência e sem nunca esmorecer, ser criativos constantemente elutar sempre e com todas as forças para alcançar os objetivos que se traçou.

São três dicas que deveriam estar sempre presentes em nossa vida. São o legado da criança que fomos (e que somos) e que nunca devemos deixar de ser, por que é possível viver simultaneamente a condição de adulto e a de criança. É viver a realidade da vida adulta, regada pela felicidade pura da vida simples da criança ainda instalada em nós.

Feliz dia da criança que está incorporada em nós!
(12.10.2016)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sofrimento?

Sofrimento é uma palavra que ninguém gosta de ouvir, nem de pronunciar e, principalmente, de incorporá-la à sua vida.

Mas, afinal, o que é o sofrimento?

Difícil de se conceituar na prática do dia a dia. Cada pessoa possui suas próprias definições, seus próprios parâmetros, seus pesos e suas medidas. Para alguns, tudo o que contraria a sua vontade pontual é classificado como sofrimento. Para essas pessoas o sofrimento não as abandona nunca. É uma presença constante. Sentem-se eternas vítimas. Para outros porém, as contrariedades são apenas lapsos momentâneos que podem e devem ser superados na mesma sequência e proporção em que se apresentam.

Ninguém nasceu para sofrer. O Criador nos fez para a felicidade. Seria o cúmulo da ignorância imaginar que ele escolhesse as pessoas que teriam a incumbência de ser felizes e aquelas que viriam ao mundo para sofrer. Seria a maior das injustiças.

O sofrimento existe, sim. Porém, é certo também que ele é gerado sobretudo pelas circunstancias e pelas próprias pessoas. Se toda a sociedade (que é composta por pessoas, individualmente) aceitasse a aplicar todos os recursos para o bem estar das pessoas, na saúde, na educação, moradia, transporte, laser, no bom relacionamento com todos, etc., tudo seria mais fácil, as pessoas seriam mais felizes, menos egoístas, menos egocêntricas, e o sofrimento seria minimizado sensivelmente.

Por isso, a ausência do sofrimento, físico ou espiritual, pode ocorrer. Senão na totalidade, pelo menos na maioria absoluta dos momentos da vida.

Para alcançar esse nível, é preciso que as pessoas se convençam que é possível e que tudo seria facilitado a todos. Precisa que todos acreditem que é possível e se emprenhem para tanto. Acreditar em si, na sua capacidade de ser feliz, de espantar o sofrimento independentemente do seu grau é o primeiro passo para alcançar essa blindagem.

É uma escolha que se faz. Quem se deixa abater por coisas insignificantes terá muitos momentos de sofrimento na sua vida. Ao contrário, aqueles que descobriram que as contrariedades existem para nos tornar mais fortes são mais felizes e não têm medo de capitular perante os grandes embates. Os pequenos momentos de contrariedade, de sofrimento são como um treino para enfrentar os grandes problemas. E a gente nunca deve esquecer que é melhor viver de escolhas do que de opções.

É importante que se acredite fortemente naquilo que leva à felicidade. Focar constantemente o que faz bem. Tudo aquilo que surge para tentar nos desnortear ou nos tirar do caminho feliz não deve tomar o nosso tempo precioso. Deve ser administrado, permanecer fora de nós, embora sob nosso olhar constante. Os problemas não podem ser integrados ao nosso ser, à nossa vida.

Precisa reforçar o que é bom. Viver o maior tempo disponível naquilo que nos faz bem. Gastar apenas o tempo estritamente necessário com o que nos desvia da felicidade. Vibrar muito com as coisas boas e apenas administrar as ruins.


Isso significa viver felizes, sem ou com pouquíssimo sofrimento, mesmo que nem sempre os fatos se sucedem da forma que planejamos.

(Publicado no JNB em abril de 2016)

sexta-feira, 11 de março de 2016

E se ficar com medo?

São frequentes os momentos da vida em que as pessoas se deparam com situações que, por serem diferentes, lhes causam dúvidas, incertezas, medo de errar, de prosseguir e de decidir.

É impossível que alguém nunca tenha passado por momentos iguais a esses. É próprio do ser humano. A disposição, a performance e a segurança correspondem ao momento presente de cada pessoa. O estado de espírito da pessoa naquele momento marcam a atitude de cada um.

Momentos de dúvidas sempre existirão. E em muitos casos é preciso tomar decisões pontuais em prazos inferiores àqueles julgados ideais. Aí entra a insegurança. Que decisão tomar? A decisão a ser escolhida é a certa, ou apenas a menos errada?

A parte ruim é se deixar envolver pelo medo de decidir. Se decidiu errado..., paciência: assume e corrige. Se decidiu certo..., parabéns, foi um aprendizado. Ambos os casos se transformam em lição.

Muitas vezes, apesar do medo, precisa tomar uma atitude de coragem: fingir que se tem coragem e seguir em diante (mesmo com medo!).

Precisa ser ousado. A ousadia é uma virtude inerente aos fortes. Não é sinônimo de irresponsabilidade. Todos os atos de ousadia devem estar amparados pela atitude consciente da pessoa, ou seja, ousa sabendo que pode errar, mas faz por julgar ser a melhor decisão para aquela circunstância. Ousar com planejamento e segurança. Quem erra numa decisão dessas não deve se arrepender e nem se envergonhar dos resultados, pois foi a atitude mais correta para aquele momento.

Nem sempre os resultados das ações são imediatos. Muitas vezes eles se encontram mais adiante dos nossos passos. Sempre haverá resultados. Mas, precisa ter vontade de atuar, de agir, de fazer acontecer. Por mais obscuro que seja o momento, sempre há um caminho para quem tem vontade de caminhar.

Todos têm medo em determinados momentos. Algumas pessoas com mais ou com menos frequência que as outras. O medo é consequência da limitação da matéria que compõe o nosso ser. Nós somos matéria, por isso, somos limitados. Às vezes o medo surge em forma de alerta para chamar a atenção frente à escolha da decisão mais correta a ser adotada naquele momento. O medo não deve se transformar em algo inibidor, castrador de sonhos e realizações. O medo é apenas o medo. E as pessoas são infinitamente superiores a ele, pois, além da matéria que compõe nosso corpo, têm espírito e inteligência capazes de guiar essa matéria.

Superar o medo é uma constância dos vencedores, dos empreendedores, daqueles que não se importam com as barreiras que as circunstancias lhes impõem. E para vencer o medo, não importa o seu tamanho, precisa ser mais forte do que ele.

Precisa estar consciente de que o medo existe e que ele pode nos surpreender a qualquer momento. Para conseguir administrá-lo é muito importante não ter medo de ter medo. E subjugá-lo sempre que aparecer.


Quando ele parece mais forte do que nós, é preciso prosseguir a caminhada arrastando junto o medo, sem deixar que ele nos arraste. E se o medo persistir em nos acompanhar, é importante dar sequencia aos nossos passos com medo mesmo, mas fingindo ter coragem. Assim, o medo não atrapalha. Incomoda um pouco, mas não interrompe o caminho.

(publicado no JNB em fevereiro de 2016).