sexta-feira, 11 de março de 2016

E se ficar com medo?

São frequentes os momentos da vida em que as pessoas se deparam com situações que, por serem diferentes, lhes causam dúvidas, incertezas, medo de errar, de prosseguir e de decidir.

É impossível que alguém nunca tenha passado por momentos iguais a esses. É próprio do ser humano. A disposição, a performance e a segurança correspondem ao momento presente de cada pessoa. O estado de espírito da pessoa naquele momento marcam a atitude de cada um.

Momentos de dúvidas sempre existirão. E em muitos casos é preciso tomar decisões pontuais em prazos inferiores àqueles julgados ideais. Aí entra a insegurança. Que decisão tomar? A decisão a ser escolhida é a certa, ou apenas a menos errada?

A parte ruim é se deixar envolver pelo medo de decidir. Se decidiu errado..., paciência: assume e corrige. Se decidiu certo..., parabéns, foi um aprendizado. Ambos os casos se transformam em lição.

Muitas vezes, apesar do medo, precisa tomar uma atitude de coragem: fingir que se tem coragem e seguir em diante (mesmo com medo!).

Precisa ser ousado. A ousadia é uma virtude inerente aos fortes. Não é sinônimo de irresponsabilidade. Todos os atos de ousadia devem estar amparados pela atitude consciente da pessoa, ou seja, ousa sabendo que pode errar, mas faz por julgar ser a melhor decisão para aquela circunstância. Ousar com planejamento e segurança. Quem erra numa decisão dessas não deve se arrepender e nem se envergonhar dos resultados, pois foi a atitude mais correta para aquele momento.

Nem sempre os resultados das ações são imediatos. Muitas vezes eles se encontram mais adiante dos nossos passos. Sempre haverá resultados. Mas, precisa ter vontade de atuar, de agir, de fazer acontecer. Por mais obscuro que seja o momento, sempre há um caminho para quem tem vontade de caminhar.

Todos têm medo em determinados momentos. Algumas pessoas com mais ou com menos frequência que as outras. O medo é consequência da limitação da matéria que compõe o nosso ser. Nós somos matéria, por isso, somos limitados. Às vezes o medo surge em forma de alerta para chamar a atenção frente à escolha da decisão mais correta a ser adotada naquele momento. O medo não deve se transformar em algo inibidor, castrador de sonhos e realizações. O medo é apenas o medo. E as pessoas são infinitamente superiores a ele, pois, além da matéria que compõe nosso corpo, têm espírito e inteligência capazes de guiar essa matéria.

Superar o medo é uma constância dos vencedores, dos empreendedores, daqueles que não se importam com as barreiras que as circunstancias lhes impõem. E para vencer o medo, não importa o seu tamanho, precisa ser mais forte do que ele.

Precisa estar consciente de que o medo existe e que ele pode nos surpreender a qualquer momento. Para conseguir administrá-lo é muito importante não ter medo de ter medo. E subjugá-lo sempre que aparecer.


Quando ele parece mais forte do que nós, é preciso prosseguir a caminhada arrastando junto o medo, sem deixar que ele nos arraste. E se o medo persistir em nos acompanhar, é importante dar sequencia aos nossos passos com medo mesmo, mas fingindo ter coragem. Assim, o medo não atrapalha. Incomoda um pouco, mas não interrompe o caminho.

(publicado no JNB em fevereiro de 2016).