sábado, 25 de agosto de 2012

Minha homenagem



Através desta coluna quero prestar uma homenagem a quatro pessoas muito queridas, que marcaram muito a minha vida, cada uma delas de seu jeito, mas todas contribuíram muito para minha formação, minha maturidade, meu amor à vida.

Começo pelo meu pai (Santo), o primeiro a nos deixar. Sua simplicidade, responsabilidade, sabedoria e amor à família e aos amigos estão muito claras e vivas na lembrança de todos aqueles que o conheceram. Jamais mediu qualquer sacrifício para atenuar as dificuldades das pessoas, ou para melhorar a vida de quem quer que seja. Calmo, trabalhador, responsável, criativo, amigo, sábio. Sua sabedoria ia além dos limites de nosso conhecimento. Sempre tinha uma palavra de conforto, um conselho amigo. Seu amor para conosco, além de imenso, foi, é e será eterno. Seu nome está escrito para sempre em nosso coração.

Minha mãe (Vilma), com seu estilo próprio de agir, de viver, de amar. Viveu sua vida inteira voltada à família. Mesmo que quisesse não conseguia disfarçar. Simplicidade, singeleza. Surpreendia às vezes. Colocava-se sempre em segundo lugar. Em primeiro lugar estava a família. Mulher forte, decidida, mas meiga, doce, amorosa. Também gravou de forma indelével o seu nome no nosso coração. Partiu deixando muita saudade.

Pouco depois partiu nosso irmão, o Ivani. De repente. Em segundos. Sua partida surpreendeu a todos. Deixou muitos amigos perplexos, os irmãos entristecidos e com saudades. Deixou os filhos órfãos. Ele nos faz falta. Sua forma pessoal de ver as coisas, de encarar a vida, de se divertir. Foi um grande amigo além de irmão. Está na glória do Criador.

Seguiu-o a nossa irmã Josefina, carinhosamente chamada de Jôse. Difícil descrevê-la. Pessoa especial. Amorosa. Atenciosa. Braços pequenos demais para abraçar a todos como queria. Mas um coração enorme, onde havia lugar para todos. Tempo suficiente para dar atenção a todos. Sua companhia era maravilhosa. Acho que foi por isso que Deus a levou tão cedo. Impossível enumerar as suas virtudes. Impossível mensurar a saudade que deixou. Para finalizar, transcrevo uma homenagem criada pela sua afilhada e sobrinha Daniela Dalla Vecchia Macagnan:

“Saudade grande! Meu coração está dividido entre tristeza e alegria. Ele abriga muitas lembranças de você, desde o dia que a conheci. Lembro de suas palavras de conforto, nas horas difíceis da minha vida. Seu sorriso está presente nos meus momentos importantes. O seu abraço e carinho nos momentos em que precisei derramar lágrimas. Lembro de uma data muito especial: o meu casamento. Você falou que o meu convite para ser minha madrinha foi o melhor presente que lhe dei. Eu estava nervosa e preocupada e você ofereceu seu carinho e me confortou. Saudades eternas da sua afilhada!”
(Publicada no JNB em agosto de 2012)

domingo, 5 de agosto de 2012

Manos, saudades

Mana, saudades


Mulher extrovertida,
Espontânea,
Sorridente, festeira.
Amável.

Um grande sorriso,
Aberto, abundante,
Muita esperança...
Agora... o silêncio eterno.

Tão de repente,
Sem se despedir
Você resolveu partir
Para a outra vida.

Maninha,
A sua falta é sentida, é percebida
Por todos aqueles
Que a conheceram, que a amaram.

O sorriso franco,
O olhar cativante,
Os braços acolhedores,
O coração aconchegante.

Palavras doces,
Ouvidos atentos,
Sempre atenciosa, casa cheia
Para acolher os amigos.

Onde estão esses atributos?
Levados com você.
Mas suas lembranças, seus efeitos
Permanecem em nossa vida.

Você saiu da nossa presença,
Mas não de nossa vida.
Anda por um caminho paralelo
Do outro lado da rua.

Você não fugiu de nós,
Anda do outro da cortina,
Em caminho diferente,
Em outro horizonte, além do nosso.

Continua a nos ver,
A nos sentir,
A nos querer,
A nos amar.

Você está sempre entre nós,
Em nossas vidas,
Em nosso dia a dia,
Porque você mora no nosso coração.

Mantenha seu sorriso franco,
Sua alegria sincera,
Sua companhia incomparável,
Suas palavras de conforto.

Seja muito feliz – um ser de luz
Ao lado do Criador.
Aqui a vida continua...
Aí na eternidade, também.

(Homenagem à minha irmã Josefina, falecida em 16/08/2011)

Adeus, mano


Você se foi sem se despedir de mim.
Você quis assim,
Não sei por quê.
Mas você sabe. É um segredo seu.

Foi de repente. Cedo demais.
Por que tanta pressa?
Saiu de mansinho, de fininho,
Sem dizer adeus!

Lembro do seu sorriso,
Dos seus “causos”,
Às vezes duvidosos, ou jocosos,
Reais também.

Lembro dos nossos “papos”,
Longos “papos”,
Tardes inteiras, sem pressa,
Até chegar o anoitecer...

Compartilhando experiências,
Externando dúvidas,
Contando estórias antigas,
Recentes, atuais...

Falando da vida,
Do trabalho,
Do descanso,
Do tudo, do nada.

Falando da gente,
Dos outros, das coisas,
Do que se gostava,
Do que não se gostava.

Você foi embora
Para sempre.
Foi cedo demais,
Sem dizer adeus.

Entendo, é seu jeito,
Sempre foi assim,
Você sempre surpreendeu,
Em tudo, sempre...

Se você quis assim,
Foi melhor para você,
Para todos, também para mim,
Com certeza.

Deixou saudades.
Muitas saudades.
Em todos.
Em mim também.

Mano velho, querido,
Seja feliz aí no andar de cima.
Viva a felicidade plena.
Você mereceu... eu sei...

(Homenagem ao meu irmão Ivani, falecido em 20/08/2010)