sábado, 19 de agosto de 2017

A verdade

Ao falar sobre a verdade, o filósofo Arthur Schopenhauer assim se expressou: Toda verdade passa por três estágios: no primeiro, é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como óbvia e evidente.

Ninguém é detentor exclusivo da verdade. Não é marca exclusiva de alguém. Não faz parte do DNA de uma única pessoa. Ela pode se se apresentar diferente para cada pessoa. Alguma coisa se torna verdade a partir do momento que é aceita pela pessoa. Por isso, não são bem vindas verdades impostas. Verdade tem a ver com a crença, com a convicção e com a consciência de cada um.

Mas, se analisado com cuidado o conceito de verdade expresso pelo filósofo Schopenhauer, pode-se observar que muitas vezes é isso mesmo que acontece. Num primeiro momento uma verdade pode ser ridicularizada por que a maior parte das pessoas não teve a oportunidade ou a disposição de analisá-la em todo seu contexto. E a insistência (mesmo que não proposital) de não se aprofundar no assunto pode levá-la a ser rejeitada com veemência, ou mesmo com violência, principalmente quando ela pode se apresentar como uma ameaça às nossas crenças, ao nosso modo de ser, de nos comportar na sociedade, ou quando ela pode implicar na perda de poder de qualquer espécie. Quando, finalmente, todos a entenderem de fato, ela passa a ser aceita como óbvia, inequívoca, evidente a ponto de se exclamar: como não pensei nisso antes! Essa conclusão, porém, não é pontual para todos: ela atinge e conquista as pessoas gradativamente. Enquanto alguns alcançam o terceiro estágio, outros ainda se encontram no segundo ou no primeiro.

Muitas vezes a verdade é patente, evidente, transparente, inconteste, e mesmo assim muitos não a aceitam (pelo menos publicamente). Será que não a veem ou apenas não querem reconhecê-la? Será que ainda não chegaram ao terceiro estágio ou apenas não querem dar o braço a torcer?

Existem pessoas que não mudam de opinião mesmo sabendo que estão erradas, e mesmo que direta ou indiretamente tenham sido prejudicadas. Insistem no erro por medo, talvez, de ser desacreditadas, ou de perder seu status. Criam subterfúgios para justificar sua forma de pensar, de se manifestar, e tentar descaracterizar tudo o que viria a contradizê-las, como se isso as rebaixasse diante dos outros. São mentes obtusas que não aceitam que é possível aprender de outras pessoas, crescer e voar bem mais alto do quanto estão habituadas.


Da mesma forma que o pior cego é aquele que não quer ver, pior do que estar errado é persistir conscientemente no erro.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

É T I C A


Muitas pessoas confundem ética com moral, julgando tratar-se de sinônimos. Mas não são. Cada uma contém seu próprio sentido.

Moral significa costumes (do latim: mores). Trata dos costumes de uma sociedade, de suas regras, leis, convenções. Regras e leis são pautadas nos costumes de determinada sociedade. Assim, pode-se sintetizar que a moral é a totalidade de regras e costumes que se aplicam no dia a dia para os cidadãos de uma sociedade.

Ética (do grego: ethos) significa modo de ser, de se comportar. Ela busca a melhor maneira de se comportar e de viver, o melhor estilo de vida com base nos hábitos (leis) de uma sociedade. Tem a ver com o caráter da pessoa.

Em síntese, enquanto a moral se ocupa das leis, a ética se ocupa do caráter, do comportamento do cidadão.

O objetivo da ética é estabelecer bases para guiar o comportamento das pessoas, possibilitando-lhes que forjem um caráter capaz de definir os seus passos. Portanto, cumprir as leis, as regras, é moral. Cumpri-las da melhor maneira possível, mesmo sem ser visto ou observado, é ético, é do caráter.

A ética é fundamental para forjar a cultura de uma sociedade, pois uma sociedade não se mede apenas pela capacidade dos seus cidadãos de cumprir as leis, mas, sobretudo pelo seu caráter, pelo seu comportamento.

Uma sociedade que pauta suas atitudes na ética é uma sociedade justa, com direitos e deveres iguais para todos, sem privilégios decorrentes de funções exercidas por cidadãos.

Se na sociedade todos adotam a ética como princípio de vida não apresentará injustiças de qualquer espécie. Por se tratar de comportamento, de caráter da pessoa, a ética é acima de tudo uma atitude, uma escolha espontânea de vida, sem necessidade de imposição.

Por ter essa prerrogativa, a ética é difundida entre os cidadãos sobretudo através do exemplo. E esse exemplo é muito mais forte quando advindo daqueles com maior visibilidade e com responsabilidades de liderança. Sempre que houver mau exemplo por parte dessa parcela de cidadãos, existe o risco da ética ser sepultada por grande parte da população, e substituída pelo egoísmo, pelo “quem pode mais chora menos” ou pelo “salve-se quem puder”. A consciência de retidão é facilmente apagada perante maus exemplos emanados de pessoas influentes.

A impunidade cria o conceito de que a ética é para os fracos, enquanto a esperteza faz parte da vida dos fortes e daqueles que sabem viver bem.

No Brasil, infelizmente, o conceito de ética vem sendo cada vez mais degradado e esquecido por muitos, e substituído por uma falsa esperteza, que um dia se voltará contra eles próprios.

OPÇÕES

É comum as pessoas buscarem atalhos para superar dificuldades e encontrar um caminho mais fácil diante de circunstancias diversas, principalmente quando precisam ou julgam precisar de algo. Inúmeras vezes a busca desse caminho “mais curto” se traduz na palavra pedir. De um modo geral pedir é mais fácil do que fazer, ou de construir, ou de conquistar com o próprio esforço, pois exige mais trabalho, mais dedicação, mais tempo, além de mais conhecimento.

Pedir um favor, pedir uma graça, pedir dinheiro, pedir uma ajudinha..., enfim, pedir.

Esta realidade é muito presente na vida das pessoas. Um exemplo típico, pessoas que praticam alguma religião, frequentam alguma igreja ou seita, habitualmente canalizam suas preces à base de pedidos de graças de toda natureza, ao invés de serem voltadas a agradecer, a louvar, a bendizer. Até não seria anormal, dada a fé e a confiança que se tem na divindade. O problema é que de modo geral se pede para conseguir (gratuitamente) algo que se deseja ou que se julga necessário. Pede-se para receber o produto pronto, como se o seu Deus fosse um operário que estivesse ao seu exclusivo dispor durante todo o tempo, para receber exclusivamente as suas demandas, como se ele tivesse obrigação de atender prioritariamente os seus pedidos.

As pessoas às vezes esquecem que já receberam o maior de todos os dons: a vida. E esse dom veio acompanhado de muitos outros, como saúde, inteligência, vontade... Isso significa que a maior parte dos pedidos é dispensável, pois a própria pessoa tem a capacidade de alcançar os seus objetivos.

No caso da prece, por exemplo, ao invés de pedir saúde, deve-se pedir a opção de ter saúde. Ao invés de pedir um emprego, pedir a opção de estar empregado. Ao invés de pedir felicidade, pedir a opção de ser feliz. E assim por diante. Por que nossa vida está constantemente girando em torno de opções que, no final, são as próprias pessoas que escolhem. Por isso, pedir a opção de ter saúde significa iluminar a mente para que se consiga seguir caminhos corretos que proporcionem uma vida saudável. Ter a opção de estar empregado é garantir a capacidade de usar a inteligência, a experiência e a persistência para buscar e manter o emprego de nossos sonhos. Ter a opção de ser feliz no momento em que se vive, utilizando-se dos meios disponibilizados.

O mesmo acontece ao pedir às pessoas. Ao invés de pedir o “produto acabado”, melhor pedir orientação para conquistar o que se deseja.

Cada um carregará em suas costas a responsabilidade de suas escolhas e das opções selecionadas. Mas, o sabor da vitória conquistada com próprio trabalho é infinitamente superior à alegria de obter qualquer coisa gratuitamente. Tudo o que é construído e conquistado com trabalho e dedicação é muito melhor, proporciona maior prazer, realiza, afofa o ego.

Por isso, antes de pedir uma solução, em qualquer situação ou circunstância, ou necessidade, melhor pensar primeiro se não é mais criativo e viável descobrir possíveis opções. As opções proporcionam liberdade de escolha.

Pedir que solucionem nossos problemas é uma atitude passiva, cômoda, preguiçosa. Buscar opções para solucioná-los, inclusive com sugestões de outras pessoas, é uma atitude ativa, criativa, de quem não teme sair de sua zona de conforto para buscar ainda mais conforto através da escolha de novos caminhos. É transformar o habitual em novo, o comum em inédito, o temeroso em vitorioso.

Buscar e escolher opções é uma forma brilhante de exercer a própria liberdade: liberdade de buscar, de escolher, de acertar (sem medo de errar), e de viver a própria vida.

REFERÊNCIA

O cérebro registra e arquiva todos os atos, os movimentos, os pensamentos. Enfim, tudo o que acontece ou passa pela vida.

Enquanto alguns desses registros permanecem visíveis por muito tempo, outros se ocultam para sempre. Eles se referem tanto aos próprios atos, quanto aos atos de outras pessoas, os quais nos afetam de alguma forma.

Alguns se ocultam para a própria pessoa e ficam evidentes nas memórias de outras que foram influenciadas ou tocadas de alguma forma por eles. Essas influências permanecem vivas na cabeça e na vida da pessoa. São registros indeléveis, que não se apagam jamais. É como se nossa assinatura passasse a fazer parte do livro da vida daquela pessoa. Seria um autógrafo particular, pessoal, singular e irrestrito entregue, mesmo que involuntariamente, e sem nossa ciência, dado a alguém que o guardará para sempre em sua memória. Um autógrafo escrito a fogo.

É comum as pessoas buscarem em outras pessoas modelos de vida, de comportamentos, de atitudes. É de certa forma um jeito de tentar se espelhar em atitudes boas ou ruins de outras pessoas. Isso ocorre na maioria das vezes sem que as pessoas que “transferem” esses modelos percebam. São líderes, muitas vezes, sem saber. E muitas vezes a quantidade de liderados, nesse sentido, é imensa.

Essas atitudes boas são “copiadas” e se transformam em tentativa de mudanças de caráter e de vida para esses “liderados”. E tudo isso fica na memória de tal maneira que essas pessoas “copiadas” se tornam modelos de vida a ser seguido (mesmo sem perceber). E aí começa a responsabilidade. As pessoas tidas como “modelos” de comportamento ou de vida se tornam de certa forma responsáveis pelos seus “liderados” (mesmo que ocultos). Tornam-se referência de vida para elas. E ser referência para alguém é uma empreitada de muita responsabilidade.

Antonine de Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe, afirmou que “Você se torna eternamente responsável por aquilo que você cativa”.

Cativar uma pessoa é ser referência, mesmo sem querer, sem perceber, sem saber. E quando nossas palavras, gestos e atitudes são copiados e assimilados, passam a fazer parte da vida dessas pessoas. Daí a imensa responsabilidade.

A influência pode ser benéfica ou negativa. Quando benéfica, ajuda as pessoas a buscarem e alcançarem seus objetivos, ou a sua felicidade. A influência negativa pode destruir essas pessoas. E toda destruição traz infelicidade, dor, tristeza, perda, tribulação, senso de incapacidade, decepção. Basta uma pequena decepção, às vezes, para jogar por terra todo um castelo construído sobre boas atitudes vistas em você por alguém.

Considerando que nem sempre sabemos se estamos sendo referência a alguém, é melhor não fraquejar, e conduzir nossos passos, nossas ações, nossas atitudes com sensatez e dentro dos parâmetros aceitos pela cultura da sociedade onde se vive.


Ser referência de alguém é muita responsabilidade. Decepcioná-lo muitas vezes é o mesmo que obstruir-lhe o caminho, tirar-lhe a luz, ocultar-lhe o Norte, impedi-lo de andar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Homenagem ao dia da criança (adulta)

Quem tem coragem de olhar atentamente para uma criança, interpretar os seus gestos e entender o seu olhar, percebe que ela tem muito a nos ensinar, não importa a quantidade de anos que já deixou para trás.

Em todos os momentos uma criança pode nos ensinar algo diferente e útil. Dentre esses ensinamentos destacam-se três, que no meu entender são muito especiais:
Buscar a alegria em todos os momentos e circunstâncias, manter-se sempre em atividade, e chorar com toda força por aquilo que deseja.

Significa enfrentar todas as circunstâncias com força e persistência e sem nunca esmorecer, ser criativos constantemente elutar sempre e com todas as forças para alcançar os objetivos que se traçou.

São três dicas que deveriam estar sempre presentes em nossa vida. São o legado da criança que fomos (e que somos) e que nunca devemos deixar de ser, por que é possível viver simultaneamente a condição de adulto e a de criança. É viver a realidade da vida adulta, regada pela felicidade pura da vida simples da criança ainda instalada em nós.

Feliz dia da criança que está incorporada em nós!
(12.10.2016)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sofrimento?

Sofrimento é uma palavra que ninguém gosta de ouvir, nem de pronunciar e, principalmente, de incorporá-la à sua vida.

Mas, afinal, o que é o sofrimento?

Difícil de se conceituar na prática do dia a dia. Cada pessoa possui suas próprias definições, seus próprios parâmetros, seus pesos e suas medidas. Para alguns, tudo o que contraria a sua vontade pontual é classificado como sofrimento. Para essas pessoas o sofrimento não as abandona nunca. É uma presença constante. Sentem-se eternas vítimas. Para outros porém, as contrariedades são apenas lapsos momentâneos que podem e devem ser superados na mesma sequência e proporção em que se apresentam.

Ninguém nasceu para sofrer. O Criador nos fez para a felicidade. Seria o cúmulo da ignorância imaginar que ele escolhesse as pessoas que teriam a incumbência de ser felizes e aquelas que viriam ao mundo para sofrer. Seria a maior das injustiças.

O sofrimento existe, sim. Porém, é certo também que ele é gerado sobretudo pelas circunstancias e pelas próprias pessoas. Se toda a sociedade (que é composta por pessoas, individualmente) aceitasse a aplicar todos os recursos para o bem estar das pessoas, na saúde, na educação, moradia, transporte, laser, no bom relacionamento com todos, etc., tudo seria mais fácil, as pessoas seriam mais felizes, menos egoístas, menos egocêntricas, e o sofrimento seria minimizado sensivelmente.

Por isso, a ausência do sofrimento, físico ou espiritual, pode ocorrer. Senão na totalidade, pelo menos na maioria absoluta dos momentos da vida.

Para alcançar esse nível, é preciso que as pessoas se convençam que é possível e que tudo seria facilitado a todos. Precisa que todos acreditem que é possível e se emprenhem para tanto. Acreditar em si, na sua capacidade de ser feliz, de espantar o sofrimento independentemente do seu grau é o primeiro passo para alcançar essa blindagem.

É uma escolha que se faz. Quem se deixa abater por coisas insignificantes terá muitos momentos de sofrimento na sua vida. Ao contrário, aqueles que descobriram que as contrariedades existem para nos tornar mais fortes são mais felizes e não têm medo de capitular perante os grandes embates. Os pequenos momentos de contrariedade, de sofrimento são como um treino para enfrentar os grandes problemas. E a gente nunca deve esquecer que é melhor viver de escolhas do que de opções.

É importante que se acredite fortemente naquilo que leva à felicidade. Focar constantemente o que faz bem. Tudo aquilo que surge para tentar nos desnortear ou nos tirar do caminho feliz não deve tomar o nosso tempo precioso. Deve ser administrado, permanecer fora de nós, embora sob nosso olhar constante. Os problemas não podem ser integrados ao nosso ser, à nossa vida.

Precisa reforçar o que é bom. Viver o maior tempo disponível naquilo que nos faz bem. Gastar apenas o tempo estritamente necessário com o que nos desvia da felicidade. Vibrar muito com as coisas boas e apenas administrar as ruins.


Isso significa viver felizes, sem ou com pouquíssimo sofrimento, mesmo que nem sempre os fatos se sucedem da forma que planejamos.

(Publicado no JNB em abril de 2016)

sexta-feira, 11 de março de 2016

E se ficar com medo?

São frequentes os momentos da vida em que as pessoas se deparam com situações que, por serem diferentes, lhes causam dúvidas, incertezas, medo de errar, de prosseguir e de decidir.

É impossível que alguém nunca tenha passado por momentos iguais a esses. É próprio do ser humano. A disposição, a performance e a segurança correspondem ao momento presente de cada pessoa. O estado de espírito da pessoa naquele momento marcam a atitude de cada um.

Momentos de dúvidas sempre existirão. E em muitos casos é preciso tomar decisões pontuais em prazos inferiores àqueles julgados ideais. Aí entra a insegurança. Que decisão tomar? A decisão a ser escolhida é a certa, ou apenas a menos errada?

A parte ruim é se deixar envolver pelo medo de decidir. Se decidiu errado..., paciência: assume e corrige. Se decidiu certo..., parabéns, foi um aprendizado. Ambos os casos se transformam em lição.

Muitas vezes, apesar do medo, precisa tomar uma atitude de coragem: fingir que se tem coragem e seguir em diante (mesmo com medo!).

Precisa ser ousado. A ousadia é uma virtude inerente aos fortes. Não é sinônimo de irresponsabilidade. Todos os atos de ousadia devem estar amparados pela atitude consciente da pessoa, ou seja, ousa sabendo que pode errar, mas faz por julgar ser a melhor decisão para aquela circunstância. Ousar com planejamento e segurança. Quem erra numa decisão dessas não deve se arrepender e nem se envergonhar dos resultados, pois foi a atitude mais correta para aquele momento.

Nem sempre os resultados das ações são imediatos. Muitas vezes eles se encontram mais adiante dos nossos passos. Sempre haverá resultados. Mas, precisa ter vontade de atuar, de agir, de fazer acontecer. Por mais obscuro que seja o momento, sempre há um caminho para quem tem vontade de caminhar.

Todos têm medo em determinados momentos. Algumas pessoas com mais ou com menos frequência que as outras. O medo é consequência da limitação da matéria que compõe o nosso ser. Nós somos matéria, por isso, somos limitados. Às vezes o medo surge em forma de alerta para chamar a atenção frente à escolha da decisão mais correta a ser adotada naquele momento. O medo não deve se transformar em algo inibidor, castrador de sonhos e realizações. O medo é apenas o medo. E as pessoas são infinitamente superiores a ele, pois, além da matéria que compõe nosso corpo, têm espírito e inteligência capazes de guiar essa matéria.

Superar o medo é uma constância dos vencedores, dos empreendedores, daqueles que não se importam com as barreiras que as circunstancias lhes impõem. E para vencer o medo, não importa o seu tamanho, precisa ser mais forte do que ele.

Precisa estar consciente de que o medo existe e que ele pode nos surpreender a qualquer momento. Para conseguir administrá-lo é muito importante não ter medo de ter medo. E subjugá-lo sempre que aparecer.


Quando ele parece mais forte do que nós, é preciso prosseguir a caminhada arrastando junto o medo, sem deixar que ele nos arraste. E se o medo persistir em nos acompanhar, é importante dar sequencia aos nossos passos com medo mesmo, mas fingindo ter coragem. Assim, o medo não atrapalha. Incomoda um pouco, mas não interrompe o caminho.

(publicado no JNB em fevereiro de 2016).