quarta-feira, 1 de abril de 2026

O pequeno grilo e as formigas (fábula)

 Em outros tempos...

Numa densa floresta uma grande colônia de formigas. Elas passavam os dias muito ocupadas carregando folhas, sementes e pequenos detritos para o seu formigueiro. Perto da entrada do formigueiro, dentro de um oco de uma árvore, morava um pequeno grilo, alegre e cantador. Vivia saltitando e distribuindo sua música suave pela floresta.

Algumas formigas desse formigueiro, enciumadas e arrogantes, começaram a tratar o grilo com desdém. Elas diziam que ele era preguiçoso e que ele estava atrapalhando o trabalho delas.

- Vejam, gritou uma delas, enquanto nós trabalhamos sem cessar, esse inútil vive cantando e se divertindo.

Elas se uniam em grupos para expulsá-lo de seu caminho, frequentemente derrubavam o galhinho onde ele estava pousado e, ainda pior, espalharam boatos pela floresta dizendo que ele era preguiçoso e que vivia atrapalhando o trabalho dos outros.

Diante de tanta perseguição o grilo se sentiu muito triste e pensou até em abandonar a floresta. Sua voz, antes potente, tornou-se fraca e praticamente parou de cantar.

Um dia, a floresta foi acometida por uma terrível tempestade. As águas abundantes da chuva invadiram o formigueiro, expulsando as formigas de lá. A chuva continuava forte. O vento rugia ensurdecedor derrubando folhas e galhos das árvores. Desesperadas começaram a vagar em busca de um abrigo, mas sem sucesso. Foi quando ouviram uma melodia conhecida: era o canto do pequeno grilo.

Guiadas pela música, as formigas encontraram um tronco oco e seguro, onde puderam se abrigar até a tormenta passar. Perceberam que aquela música que tantas vezes elas haviam desprezado, agora lhes salvara a vida. Envergonhadas, pediram desculpas ao grilo, reconhecendo que cada ser da natureza tem o seu dom e sua importância.

O grilo voltou a cantar, mas dessa vez com o coração leve: finalmente havia sido respeitado.

 

Reflexão: Às vezes, aquilo que parece inútil é o que nos salva nos momentos difíceis.


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terça-feira, 17 de março de 2026

Trabalho duro = vitória

Quem acredita no próprio sucesso, e se esforça para obtê-lo, certamente o alcançará. 

Acreditar sem se apequenar perante as dificuldades e manter o foco. 

A luta, a abnegação, o trabalho duro são pré-requisitos para quem quer vencer.

sábado, 14 de março de 2026

Dedicação

Geralmente o caminho e árduo, cansativo e nem sempre traz certezas absolutas. 

Aí, então, passa a funcionar a dedicação. 

Dedicação não se compra, não se pede emprestado, não se ganha de presente. 

Dedicação se constrói de dentro para fora. 

Nasce na alma e se concretiza em cada momento da vida. 

Dessa atitude surgem os grandes resultados.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Sucesso

O sucesso não surge por acaso nem acontece de um dia para o outro.
 
Ele nasce do esforço constante, da coragem de enfrentar dificuldades e da persistência diante dos obstáculos. 

Quem luta aprende a cair e a se levantar, a errar e a recomeçar.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Mudar

Sempre existem momentos na vida onde a gente se a mudar. 

Mudar alguma coisa. 

Ou mudar tudo até. 

Mudar para buscar novos caminhos. 

Caminhos já traçados, ou caminhos desconhecidos. 

Desconectar-se do agora e projetar-se, como em grande voo, rumo ao desconhecido. 

Mudar sempre é buscar o novo: parcial ou total. 

Novos pensamentos, novos atos, criar novas memórias, obter uma vida diferente. 

Para se alcançar esse novo patamar, porém, é preciso abandonar uma imensidão de quinquilharias que nos parecem importantes, mas que servem apenas para nos reter como reféns da mesmice.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O coelho e a serpente (fábula)

 Era um a vez...

Havia um bosque verdejante, muito extenso, que se estendia por entre os vales. O sol distribuía seus raios sobre as copas das árvores e pradarias, e sua luz penetrava por entre as árvores, iluminando as suas sombras. Esse bosque abrigava muitos animais, dentre eles um coelho chamado Ligeiro e uma serpente chamada Sibila.

O coelho Ligeiro tinha fama de ser o mais ágil, fato que fazia aumentar a sua autoestima. Ele se vangloriava de sua velocidade imbatível. A serpente Sibila era mais calma, vagarosa, observadora. Ela rastrejava lentamente, mas com olhar atento. Via e gravava tudo que encontrava em seu caminho. Era seu jeito de apreciar a paisagem, e saborear com felicidade todos os momentos que vivia.

Uma certa manhã, bem cedinho, o coelho passou por um grupo de animais herbívoros e os ouviu comentar que em determinado local do bosque havia muita pastagem fresquinha, sombras e água em abundância. Um verdadeiro paraíso. Incontinenti ele colocou sua velocidade à prova e, numa corrida desenfreada, apontou o nariz na direção daquele paraíso, para onde partiu. Depois de algumas horas de viagem, já exausto, alcançou seu destino.

Sibila também ouviu os mesmos comentários e ficou feliz por saber que haveria muita sombra e água fresca. Então, partiu lentamente, desfrutando de cada detalhe da paisagem que margeava o seu caminho. Quando chegou ao local, encontrou o coelho Ligeiro deitado, ofegante e frustrado.

- O que houve, coelhinho, você não está bem? Perguntou a cobra, demonstrando que ela não estava cansada.

- Eu corri tanto para chegar aqui, e só encontrei ervas pisoteadas e esmagadas e estou exausto e morrendo de fome, respondeu o coelho.

A serpente ergueu a cabeça e, com um olhar penetrante e pose de quem é dono de muita sabedoria, falou ao coelho:

- Ah, meu caro coelho, você deve diminuir sua velocidade, ser mais calmo e mais atento àquilo que existe e margeia o seu caminho. Dessa forma você se cansará menos e poderá desfrutar de tudo o que a natureza lhe oferece.

 

Reflexão: Agir com paciência e determinação ajuda a melhorar a qualidade de vida.


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O perdao

 O perdão é o luxo de quem não precisa mais provar nada.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A coruja e o julgador vingativo (fábula)

 Em outros tempos...

Num velho reino escondido entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas decisões não se pautavam na sabedoria e no direito, mas na busca de seus próprios interesses.

A Coruja (sempre astuta), acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão. Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e condenados, enquanto malfeitores escapavam ilesos, porque sabiam bajular o leão ou o corrompiam com presentes.

‘Que justiça é essa? É apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.

Aninhada entre as folhas de um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também, algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”

Isso não é justiça, murmurou a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações particulares.

Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.

 

Reflexão: A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.



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sábado, 21 de fevereiro de 2026

E a vida?

A vida é boa, é bela. 

Mas existem momentos em que ela insiste em nos por prova, em desafiar a nossa maturidade, a nossa persistência, a nossa perseverança. 

Por isso, nesses momentos, a sua bondade e beleza parecem desaparecer, dando espaço a grandes (ou pequenas) dificuldades. 

É nossa hora que a nossa verdadeira personalidade deve agir firme: precisa armar-se de atitudes positivas, criativas, e insistir na busca do melhor. 

É nessa hora que devemos mostrar-lhe para que viemos, porque permanecemos, e o que pretendemos ainda.

Esse é o salto que nos falta, muitas vezes, para atingir os objetivos. 

E, pasmem, essas atitudes não passam despercebidas: além de servir de suporte para sustentar nossos passos, ainda desperta a motivação para quem está perto de nós e passa pelos mesmos perrengues.

Portanto, é fundamental que criemos essas condições no ambiente que nos cerca.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cuidado com o medo

Todos sentem medo em determinadas circunstâncias. 

Ele é inerente à vida das pessoas. 

É uma espécie de aviso que se recebe em sinal de alerta sobre perigos que podem decorrer de decisões precipitadas. 

É uma forma de pedido para agir com cautela. 

Mas, ao mesmo tempo, precisa ter presente que a cautela não deve se transformar em pretexto para desistir dos objetivos, pois todos sabem que o medo é o maior castrador de sonhos. 

Não se trata de ignorar o medo, mas de administrá-lo. E não se pode esquecer que o medo é só o medo. 

Ele nunca proíbe de se tomar qualquer decisão. 

A gente deve escolher, permanecer aprisionados pelo medo ou seguir em frente, sem se esquecer que o medo nunca conduz ninguém ao topo.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A coruja e o julgador vingativo (fábula)

Em outros tempos...

Num velho reino escondido entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas decisões não se pautavam na sabedoria, mas na busca de seus próprios interesses.

A Coruja (sempre astuta), acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão. Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e condenados, enquanto malfeitores escaparam ilesos, porque sabiam bajular o leão ou o corrompiam com presentes.

‘Que justiça é essa? É apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.

Aninhada entre as folhas de um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também, algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”

Isso não é justiça, murmurou a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações particulares.

Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.

Reflexão: A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A queda do leão (fábula)

 Em outros tempos...

Havia uma savana distante, onde os rios estavam secando e a relva estava perdendo a sua pujança.

A savana era governada por um enorme leão de juba imponente e coração cheio de maldade. Desde que assumira o trono, no alto da Pedra do Sol, ele se esqueceu de usar a sua força para proteger a população, e começou a usá-la contra os seus desafetos.

O Rei perseguia todos os animais que ousavam questionar suas ordens. A título de exemplo:

o   Expulsou da savana as zebras apenas porque elas reclamaram da falta de capim verde.

o   Os macacos tiveram o mesmo destino porque alertaram que os estoques de alimentos estavam diminuindo drasticamente.

o   Os elefantes, grandalhões, famosos por sua tranquilidade e sabedoria, foram silenciados e afastados do Conselho Superior dos Animais da Savana.

Por outro lado, o rei comprava lealdade e bajulação em troca de favorecimentos, fornecendo-lhes licenças sem limites e sem restrições para caça. Para outros oferecia isenção de impostos.

Os pequenos animais, porém, com destaque para os mais frágeis, passavam todo tipo de privação, inclusive fome. Havia animais tão fracos que não conseguiam alcançar a água do rio. Muitos conseguiram fugir da savana, atravessando as fronteiras e obtendo abrigo nos reinos vizinhos, com o único objetivo de salvar suas vidas.

O Rei, porém, alheio a tudo, rugia do Alto da Pedra do Sol, sem se importar com o sofrimento dos seus. Para evitar que reclamações chegassem a ele, costumava gritar para os quatro ventos:

- Sou forte, sou o rei. Esta savana me pertence. Não me obriguem a ter que puni-los.

Mas o sofrimento e as injustiças praticadas ultrapassaram as fronteiras e chegaram ao conhecimento dos governantes de outros reinos que, para não se indisporem com o velho Leão, limitavam-se a dizer que não era problema deles.

Mas havia uma grande floresta longínqua, governada por um grande Tigre, conhecido por sua força e por seu propósito de defender o equilíbrio entre os animais. Ao obter provas sobre os relatos recebidos da savana em ruínas, decidiu agir.

O velho Tigre reuniu os animais oprimidos e os juntou à elite de seus guerreiros e partiu rumo àquela savana. Quando chegou, encontrou um reino enfraquecido não pela falta de poder, mas pelo excesso de arrogância.

O confronto foi rápido. O leão, isolado e sem apoio dos seus comandados, foi vencido e levado para uma caverna escura e distante, de onde jamais voltará.

Com a queda do leão, a savana começou a se renovar. A relva voltou a crescer, os rios voltaram a correr, e os animais aprenderam que a liderança verdadeira nasce do cuidado, não do medo.

 

Reflexão: Quem governa pela força e pela corrupção perde o respeito, e sem respeito nenhum poder se sustenta.

sábado, 3 de janeiro de 2026

A escuridão e os raios da lua (crônica)

As noites existem desde que o mundo foi criado. E sua principal característica sempre foi a mesma: envolver o universo na escuridão.

Certa feita, a noite parou para refletir sobre si mesma, e se deu conta que sempre agiu da mesma forma sem nunca tentar se renovar, ser diferente.  Sentia-se cansada de carregar o farde de ser sombria e amedrontadora.

Em uma de suas longas e costumeiras andanças sozinha, enquanto aguardava a chegada do alvorecer, ela avistou a Lua, também sozinha, distribuindo seus raios fracos sobre as águas de um lago. Diante dessa visão, a Noite teve uma ideia que poderia mudar sua vida. Fez alguns cálculos mentais, e os refez várias vezes. Então abriu o jogo para a Lua:

- Amiga Lua, vejo que seu brilho é fraco, apesar de seus raios possuírem grande potencial: eles podem ser mais bem aproveitados e iluminar com muito mais intensidade.

- A minha luz é fraca porque ando sempre sozinha., respondeu a Lua meio envergonhada. E, sozinha, não tenho forças para iluminar o mundo.

A Noite ouviu com toda atenção cada palavra pronunciada pela Lua. Pensou longamente, depois voltou a falar:

- Que tal fazermos uma parceria. Juntas poderemos ser mais fortes. Eu forneço meu enorme manto escuro como pano de fundo para que seus raios possam ser refletidos e brilhar mais intensamente. Assim, poderemos iluminar a escuridão e transformar um ambiente sombrio e temido em algo belo, misterioso e romântico.

A Lua achou a ideia genial, e consentiu de imediato. Então, começaram a organizar tudo. Em pouco tempo, a Lua espalhou seus raios prateados sobre o imenso manto escuro da Noite e tudo ficou iluminado.

Com isso, as árvores começaram a projetar sombras suaves, os rios refletiam a luz, os animais se se tiram mais seguros e passaram a sair de suas tocas com mais frequência.

Desde então, a escuridão da Noite e os raios da Lua andam de mãos dadas, numa parceria bem-sucedida: a Noite oferece seu fundo escuro, e a Lua enfeita o mundo semeando luz, poesia e romance.

Reflexão: Até o que parece sombrio pode servir de palco para a beleza, quando o objetivo é compartilhado.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

União e cooperação

Quando existe união e cooperação para se atingir objetivos que melhorem a vida de toda uma sociedade, o mundo se torna um lugar melhor e mais feliz. 

Reflitamos sobre isso neste início de 2026.