sábado, 28 de fevereiro de 2026

O coelho e a serpente (fábula)

 Era um a vez...

Havia um bosque verdejante, muito extenso, que se estendia por entre os vales. O sol distribuía seus raios sobre as copas das árvores e pradarias, e sua luz penetrava por entre as árvores, iluminando as suas sombras. Esse bosque abrigava muitos animais, dentre eles um coelho chamado Ligeiro e uma serpente chamada Sibila.

O coelho Ligeiro tinha fama de ser o mais ágil, fato que fazia aumentar a sua autoestima. Ele se vangloriava de sua velocidade imbatível. A serpente Sibila era mais calma, vagarosa, observadora. Ela rastrejava lentamente, mas com olhar atento. Via e gravava tudo que encontrava em seu caminho. Era seu jeito de apreciar a paisagem, e saborear com felicidade todos os momentos que vivia.

Uma certa manhã, bem cedinho, o coelho passou por um grupo de animais herbívoros e os ouviu comentar que em determinado local do bosque havia muita pastagem fresquinha, sombras e água em abundância. Um verdadeiro paraíso. Incontinenti ele colocou sua velocidade à prova e, numa corrida desenfreada, apontou o nariz na direção daquele paraíso, para onde partiu. Depois de algumas horas de viagem, já exausto, alcançou seu destino.

Sibila também ouviu os mesmos comentários e ficou feliz por saber que haveria muita sombra e água fresca. Então, partiu lentamente, desfrutando de cada detalhe da paisagem que margeava o seu caminho. Quando chegou ao local, encontrou o coelho Ligeiro deitado, ofegante e frustrado.

- O que houve, coelhinho, você não está bem? Perguntou a cobra, demonstrando que ela não estava cansada.

- Eu corri tanto para chegar aqui, e só encontrei ervas pisoteadas e esmagadas e estou exausto e morrendo de fome, respondeu o coelho.

A serpente ergueu a cabeça e, com um olhar penetrante e pose de quem é dono de muita sabedoria, falou ao coelho:

- Ah, meu caro coelho, você deve diminuir sua velocidade, ser mais calmo e mais atento àquilo que existe e margeia o seu caminho. Dessa forma você se cansará menos e poderá desfrutar de tudo o que a natureza lhe oferece.

 

Reflexão: Agir com paciência e determinação ajuda a melhorar a qualidade de vida.


Para seguir este blog: desça o cursor até o final do texto, clique em "Visualizar versão para web" e à direita clique em SEGUIR.

O perdao

 O perdão é o luxo de quem não precisa mais provar nada.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A coruja e o julgador vingativo (fábula)

 Em outros tempos...

Num velho reino escondido entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas decisões não se pautavam na sabedoria e no direito, mas na busca de seus próprios interesses.

A Coruja (sempre astuta), acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão. Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e condenados, enquanto malfeitores escapavam ilesos, porque sabiam bajular o leão ou o corrompiam com presentes.

‘Que justiça é essa? É apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.

Aninhada entre as folhas de um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também, algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”

Isso não é justiça, murmurou a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações particulares.

Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.

 

Reflexão: A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.



Para seguir este blog: desça o cursor até o final do texto, clique em "Visualizar versão para web" e à direita clique em SEGUIR.



sábado, 21 de fevereiro de 2026

E a vida?

A vida é boa, é bela. 

Mas existem momentos em que ela insiste em nos por prova, em desafiar a nossa maturidade, a nossa persistência, a nossa perseverança. 

Por isso, nesses momentos, a sua bondade e beleza parecem desaparecer, dando espaço a grandes (ou pequenas) dificuldades. 

É nossa hora que a nossa verdadeira personalidade deve agir firme: precisa armar-se de atitudes positivas, criativas, e insistir na busca do melhor. 

É nessa hora que devemos mostrar-lhe para que viemos, porque permanecemos, e o que pretendemos ainda.

Esse é o salto que nos falta, muitas vezes, para atingir os objetivos. 

E, pasmem, essas atitudes não passam despercebidas: além de servir de suporte para sustentar nossos passos, ainda desperta a motivação para quem está perto de nós e passa pelos mesmos perrengues.

Portanto, é fundamental que criemos essas condições no ambiente que nos cerca.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cuidado com o medo

Todos sentem medo em determinadas circunstâncias. 

Ele é inerente à vida das pessoas. 

É uma espécie de aviso que se recebe em sinal de alerta sobre perigos que podem decorrer de decisões precipitadas. 

É uma forma de pedido para agir com cautela. 

Mas, ao mesmo tempo, precisa ter presente que a cautela não deve se transformar em pretexto para desistir dos objetivos, pois todos sabem que o medo é o maior castrador de sonhos. 

Não se trata de ignorar o medo, mas de administrá-lo. E não se pode esquecer que o medo é só o medo. 

Ele nunca proíbe de se tomar qualquer decisão. 

A gente deve escolher, permanecer aprisionados pelo medo ou seguir em frente, sem se esquecer que o medo nunca conduz ninguém ao topo.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A coruja e o julgador vingativo (fábula)

Em outros tempos...

Num velho reino escondido entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas decisões não se pautavam na sabedoria, mas na busca de seus próprios interesses.

A Coruja (sempre astuta), acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão. Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e condenados, enquanto malfeitores escaparam ilesos, porque sabiam bajular o leão ou o corrompiam com presentes.

‘Que justiça é essa? É apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.

Aninhada entre as folhas de um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também, algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”

Isso não é justiça, murmurou a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações particulares.

Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.

Reflexão: A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Para seguir este blog: desça o cursor até o final do texto, clique em "Visualizar versão para web" e à direita clique em SEGUIR.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026