sábado, 8 de agosto de 2026

Ao meu pai

Pai... Palavra pequena para expressar a grandeza do sentimento que se carrega por alguém. 

Ser pai vai além de gerar filhos. É estar presente, ensinar através do exemplo, proteger e ajudar que os filhos andem com as próprias pernas. É oferecer a mão diante das adversidades e, muitas vezes, fingir que não tem medo das incertezas.

Pai é aquele que ensina a importância da honestidade, do respeito, da responsabilidade e da coragem, deixando marcas profundas sobre a maneira de pensar, de agir e de enfrentar o mundo.

Um pai verdadeiramente amado estará sempre presente, mesmo quando parte. 

Permanece na memória de seus filhos, 

nas histórias contadas aos netos, 

nas fotografias guardadas com carinho, e 

nos valores que ajudou a construir.

Obrigado, meu pai, pelos abraços, pelos conselhos, pelos sacrifícios silenciosos, pelas preocupações, pelas broncas que hoje compreendo e, sobretudo, pelo amor que muitas vezes foi demonstrado mais por atitudes do que por palavras.

Aos pais que ainda caminham ao nosso lado, que recebam hoje o carinho que merecem.


Aos pais que já partiram, que recebam, onde quer que estejam, a nossa eterna gratidão e a certeza de que continuam vivos em nossos corações.

Feliz dia dos pais!

sábado, 18 de julho de 2026

Scherlock o velho galo cantador



Havia uma bela fazenda, distante da cidade, famosa por sua topografia e pelo cuidado com que era mantida. Chamava-se Fazenda dos Sonhos. Era dividida em duas partes: uma parte utilizada para criação de animais e cultivo de alimentos de todo tipo, e a outra era preservada, para manter a natureza intacata. Colinas cobertas por grandes árvores ladeadas por arbustos e fruteiras silvestres, banhadas por riachos de águas calmas e cristalinas, e pequenos lagos formados nas baixadas. Era verdadeiramente uma fazenda de encher os olhos do visitante.

Ela abrigava expressiva quantidade de aves e animais de diversas espécies: ovelhas, cavalos bois, porcos, galinhas, patos, gansos, perus, dentre outros. Havia também aves silvestres que se alimentavam junto com as da fazenda.

A vida seguia normalmente, como é habitual em qualquer fazenda bem cuidada. No entanto, havia um pequeno e isolado problema que causava certo desconforto entre os animais: o velho Galo Sherlock. Não o galo propriamente, mas uma atitude dele.

Era um galo grande, imponente, com penas lisas e vermelhas, cauda preta e crista vermelho-escura. Tinha pernas longas e um par de esporas invejáveis.

Por esses e outros atributos o Galo Sherlock era muito respeitado e sua presença era sempre marcante. Mas, por ser a ave mais antiga da fazenda, ele se atribuía determinadas regalias. Dentre elas, ele tinha o péssimo hábito de começar a cantar logo de madrugada quando ainda estava escuro. Seu canto forte acordava todos os animais. E ele cantava até o nascer do sol.

Um dia alguns animais resolveram conversar com o galo sobre esse detalhe inoportuno. Primeiro o porco, humilde e de cabeça baixa, depois a humilde ovelha, seguida pelo pato barulhento, pelo peru brigador, e até pelo desconfiado jacu que, tinha seu sono interrompido no meio da floresta. Todos sugeriram ao galo que aguardasse o nascer do sol para cantar. Mas, nenhum deles conseguiu convencê-lo a parar de cantar de madrugada.

Desolados, os animais se reuniram com a coruja e com a tartaruga, que habitavam a floresta próxima da fazenda (e que também acordavam todos os dias com o cantar do galo). Ambas eram muito sábias, e lhes pediram orientação. As duas ponderaram que certamente o galo deveria ser fortemente motivado para isso. Sugeriram que o procurassem e lhe indagassem sobre a motivação do seu canto tão cedo, e deram-lhe, também, outras sugestões para apresentarem como opções para o cantador.

No entardecer daquele mesmo dia, quando o Galo Sherlock se dirigia ao galinheiro para repousar, os animais o abordaram:

“Amigo galo, pode nos dizer por que você começa a cantar tão cedo? Sabia que o seu canto na madrugada incomoda a todos”?

Então, com olhar sereno, educadamente o galo respondeu:

“Porque a cada dia que nasce eu interpreto como uma grande bênção de Deus e eu fico muito ansioso para agradecer e celebrar a vida através do meu canto”.

Os animais se entreolharam e ficaram sem saber o que dizer. Mas lembraram das sugestões recebidas da Coruja e da Tartaruga. Então, elogiaram a atitude do galo, mas em nome da harmonia na fazenda lhe sugeriram que, logo que acordasse, cantasse uma única vez, e em voz baixa, como se fosse uma prece. Depois, quando o sol começasse a despontar no horizonte, poderia voltar a cantar forte e acordar os que ainda dormiam.

O Galo Sherlock ficou emocionado com o que ouvira de seus amigos e considerou ser uma medida correta. Então, garantiu aos seus interlocutores que a partir daquela madrugada agiria exatamente da forma como lhe fora sugerido.

Desde aquele dia os animais puderam descansar sem ter seu sono interrompido pelo velho galo e a harmonia voltou a vigorar como ponto forte na Fazenda dos Sonhos.

Pensamento: Se cada um decide respeitar os limites e as diferenças dos outros, a vida se torna muito mais leve.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Decisão pessoal

Com frequência precisamos renovar nosso estoque de alegria, de paz, de esperança e de otimismo. 

O montante dessa reserva costuma fazer a diferença nos momentos mais decisivos, principalmente quando o desanimo e o desejo de desistir nos atacam. 

E para renovar e reforçar o padrão dessas virtudes precisa ter constantemente muita força interior, baseada em nossa atitude diária de nunca desistir daquilo que pretendemos alcançar, sabedores de que o sucesso depende de nossa decisão pessoal.

sábado, 23 de maio de 2026

Agricultor e colheita - a grande parceria

Muito antes dos primeiros raios de sol despontarem no horizonte, o agricultor já começou a sua longa jornada. Enquanto a maioria ainda descansa, ele já dialoga silenciosamente com a terra. Esse diálogo começa com a semeadura: ele lança as sementes à terra e ela as acolhe em seu regaço, numa parceria tão simples quanto essencial.

Mas o trabalho do agricultor não termina na semeadura. É justamente ali que tudo começa. Entre o plantar e o colher existe um longo caminho marcado por trabalho diário, paciência, esperança e respeito à natureza. O agricultor está ciente que não domina a terra, ele cuida dela com dedicação, aguardando o tempo certo da resposta.

E a resposta se manifesta através da colheita, fruto do esforço, do cuidado, da confiança e dessa parceria silenciosa. A terra retribui a dedicação do agricultor com alimento, prosperidade e vida. Cada fruto carregado da lavoura leva consigo o suor do semeador e a generosidade da terra.

Dessa parceria silenciosa nasce a base de toda sociedade. O alimento que chega à mesa, sadio, saboroso e nutritivo, não apenas sustenta os corpos, mas também promove a continuidade da vida das pessoas. Quando a colheita é farta, há prosperidade, mas quando escassa, todos sentem as consequências.

A sociedade costuma celebrar a fatura, mas às vezes se esquece da origem dela. Entre o agricultor e a colheita existe um pacto desigual: muito esforço de um lado, pouco reconhecimento do outro.

Por isso, valorizar o agricultor é reconhecer a importância de quem sustenta o hoje e o amanhã.

Enquanto houver mãos dispostas a semear com respeito e colher com responsabilidade, haverá alimento, dignidade, esperança e futuro brotando do chão.


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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Crie sua luz

Precisamos aprender a crescer. 

Para tanto precisa ter coragem e determinação para enfrentar o novo, o desconhecido, o desafiador, o ariscado. 

Mas tudo planejado

E o primeiro passo é abandonar a zona de conforto, trilhar outros caminhos ou (por que não?) criar seu próprio caminho e rumar em direção ao objetivo, como se ele fosse um ponto de luz distante, na escuridão. 

Para se ter brilho próprio, verdadeiro, é necessário criar a própria luz, raio a raio.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Siga...

O sol fornece luz e calor para todos, independentemente da situação socioeconômica de cada um. 

A lua também. 

As estrelas brilham durante a noite toda, basta olhar para o firmamento e admirar sua beleza. 

Os pássaros cantam animados sem se preocupar com quem está atento ao seu canto. 

A natureza continua exuberante, sem se importar com a quantidade de pessoas que a admiram de verdade. 

Os riachos seguem caudalosos, as árvores continuam a crescer e a fornecer sombras e frutos para quem estiver disposto a desfrutá-los.

E você, segue seu caminho rumo aos objetivos independentemente dos aplausos ou das críticas que recebe? Livre-se de preocupações vãs.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

O pequeno grilo e as formigas (fábula)

 Em outros tempos...

Numa densa floresta uma grande colônia de formigas. Elas passavam os dias muito ocupadas carregando folhas, sementes e pequenos detritos para o seu formigueiro. Perto da entrada do formigueiro, dentro de um oco de uma árvore, morava um pequeno grilo, alegre e cantador. Vivia saltitando e distribuindo sua música suave pela floresta.

Algumas formigas desse formigueiro, enciumadas e arrogantes, começaram a tratar o grilo com desdém. Elas diziam que ele era preguiçoso e que ele estava atrapalhando o trabalho delas.

- Vejam, gritou uma delas, enquanto nós trabalhamos sem cessar, esse inútil vive cantando e se divertindo.

Elas se uniam em grupos para expulsá-lo de seu caminho, frequentemente derrubavam o galhinho onde ele estava pousado e, ainda pior, espalharam boatos pela floresta dizendo que ele era preguiçoso e que vivia atrapalhando o trabalho dos outros.

Diante de tanta perseguição o grilo se sentiu muito triste e pensou até em abandonar a floresta. Sua voz, antes potente, tornou-se fraca e praticamente parou de cantar.

Um dia, a floresta foi acometida por uma terrível tempestade. As águas abundantes da chuva invadiram o formigueiro, expulsando as formigas de lá. A chuva continuava forte. O vento rugia ensurdecedor derrubando folhas e galhos das árvores. Desesperadas começaram a vagar em busca de um abrigo, mas sem sucesso. Foi quando ouviram uma melodia conhecida: era o canto do pequeno grilo.

Guiadas pela música, as formigas encontraram um tronco oco e seguro, onde puderam se abrigar até a tormenta passar. Perceberam que aquela música que tantas vezes elas haviam desprezado, agora lhes salvara a vida. Envergonhadas, pediram desculpas ao grilo, reconhecendo que cada ser da natureza tem o seu dom e sua importância.

O grilo voltou a cantar, mas dessa vez com o coração leve: finalmente havia sido respeitado.

 

Reflexão: Às vezes, aquilo que parece inútil é o que nos salva nos momentos difíceis.


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