Macagnan
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Cuidado com o medo
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
A coruja e o julgador vingativo (fábula)
Em outros tempos...
Num velho reino escondido
entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era
ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas
decisões não se pautavam na sabedoria, mas na busca de seus próprios interesses.
A Coruja (sempre astuta),
acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão.
Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças
proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e
condenados, enquanto malfeitores escaparam ilesos, porque sabiam bajular o leão
ou o corrompiam com presentes.
‘Que justiça é essa? É
apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.
Aninhada entre as folhas de
um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que
frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de
pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus
subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também,
algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá
livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”
Isso não é justiça, murmurou
a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela
reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador
injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações
particulares.
Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.
Reflexão:
A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
A queda do leão (fábula)
Em outros tempos...
Havia uma savana distante,
onde os rios estavam secando e a relva estava perdendo a sua pujança.
A savana era governada por
um enorme leão de juba imponente e coração cheio de maldade. Desde que assumira
o trono, no alto da Pedra do Sol, ele se esqueceu de usar a sua força para
proteger a população, e começou a usá-la contra os seus desafetos.
O Rei perseguia todos os
animais que ousavam questionar suas ordens. A título de exemplo:
o
Expulsou
da savana as zebras apenas porque elas reclamaram da falta de capim verde.
o
Os
macacos tiveram o mesmo destino porque alertaram que os estoques de alimentos
estavam diminuindo drasticamente.
o
Os
elefantes, grandalhões, famosos por sua tranquilidade e sabedoria, foram
silenciados e afastados do Conselho Superior dos Animais da Savana.
Por outro lado, o rei
comprava lealdade e bajulação em troca de favorecimentos, fornecendo-lhes licenças
sem limites e sem restrições para caça. Para outros oferecia isenção de
impostos.
Os pequenos animais, porém, com
destaque para os mais frágeis, passavam todo tipo de privação, inclusive fome.
Havia animais tão fracos que não conseguiam alcançar a água do rio. Muitos
conseguiram fugir da savana, atravessando as fronteiras e obtendo abrigo nos
reinos vizinhos, com o único objetivo de salvar suas vidas.
O Rei, porém, alheio a tudo,
rugia do Alto da Pedra do Sol, sem se importar com o sofrimento dos seus. Para
evitar que reclamações chegassem a ele, costumava gritar para os quatro ventos:
- Sou forte, sou o rei. Esta
savana me pertence. Não me obriguem a ter que puni-los.
Mas o sofrimento e as
injustiças praticadas ultrapassaram as fronteiras e chegaram ao conhecimento
dos governantes de outros reinos que, para não se indisporem com o velho Leão,
limitavam-se a dizer que não era problema deles.
Mas havia uma grande floresta
longínqua, governada por um grande Tigre, conhecido por sua força e por seu
propósito de defender o equilíbrio entre os animais. Ao obter provas sobre os
relatos recebidos da savana em ruínas, decidiu agir.
O velho Tigre reuniu os
animais oprimidos e os juntou à elite de seus guerreiros e partiu rumo àquela
savana. Quando chegou, encontrou um reino enfraquecido não pela falta de poder,
mas pelo excesso de arrogância.
O confronto foi rápido. O
leão, isolado e sem apoio dos seus comandados, foi vencido e levado para uma
caverna escura e distante, de onde jamais voltará.
Com a queda do leão, a
savana começou a se renovar. A relva voltou a crescer, os rios voltaram a
correr, e os animais aprenderam que a liderança verdadeira nasce do cuidado,
não do medo.
Reflexão: Quem governa pela força e pela corrupção perde o respeito, e sem respeito nenhum poder se sustenta.
sábado, 3 de janeiro de 2026
A escuridão e os raios da lua (crônica)
As noites existem desde que o mundo foi criado. E sua principal característica sempre foi a mesma: envolver o universo na escuridão.
Certa feita, a noite parou
para refletir sobre si mesma, e se deu conta que sempre agiu da mesma forma sem
nunca tentar se renovar, ser diferente. Sentia-se
cansada de carregar o farde de ser sombria e amedrontadora.
Em uma de suas longas e
costumeiras andanças sozinha, enquanto aguardava a chegada do alvorecer, ela
avistou a Lua, também sozinha, distribuindo seus raios fracos sobre as águas de
um lago. Diante dessa visão, a Noite teve uma ideia que poderia mudar sua vida.
Fez alguns cálculos mentais, e os refez várias vezes. Então abriu o jogo para a
Lua:
- Amiga Lua, vejo que seu
brilho é fraco, apesar de seus raios possuírem grande potencial: eles podem ser
mais bem aproveitados e iluminar com muito mais intensidade.
- A minha luz é fraca porque
ando sempre sozinha., respondeu a Lua meio envergonhada. E, sozinha, não tenho
forças para iluminar o mundo.
A Noite ouviu com toda atenção cada palavra pronunciada pela Lua. Pensou longamente, depois voltou a falar:
- Que tal fazermos uma
parceria. Juntas poderemos ser mais fortes. Eu forneço meu enorme manto escuro como
pano de fundo para que seus raios possam ser refletidos e brilhar mais intensamente.
Assim, poderemos iluminar a escuridão e transformar um ambiente sombrio e
temido em algo belo, misterioso e romântico.
A Lua achou a ideia genial,
e consentiu de imediato. Então, começaram a organizar tudo. Em pouco tempo, a
Lua espalhou seus raios prateados sobre o imenso manto escuro da Noite e tudo
ficou iluminado.
Com isso, as árvores
começaram a projetar sombras suaves, os rios refletiam a luz, os animais se se
tiram mais seguros e passaram a sair de suas tocas com mais frequência.
Desde então, a escuridão da Noite e os raios da Lua andam de mãos dadas, numa parceria bem-sucedida: a Noite oferece seu fundo escuro, e a Lua enfeita o mundo semeando luz, poesia e romance.
Reflexão: Até o que parece sombrio pode
servir de palco para a beleza, quando o objetivo é compartilhado.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
União e cooperação
Quando existe união e cooperação para se atingir objetivos que melhorem a vida de toda uma sociedade, o mundo se torna um lugar melhor e mais feliz.
Reflitamos sobre isso neste início de 2026.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Feliz 2026
Que o Ano de 2026, que está nascendo, chegue como um livro em branco, pronto para ser preenchido com esperança, saúde e belos encontros.
Que cada dia traga aprendizados, serenidade nas decisões e alegria nas pequenas
conquistas.
Que não faltem motivos para sorrir, força para recomeçar e fé para seguir em
frente.