quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cuidado com o medo

Todos sentem medo em determinadas circunstâncias. 

Ele é inerente à vida das pessoas. 

É uma espécie de aviso que se recebe em sinal de alerta sobre perigos que podem decorrer de decisões precipitadas. 

É uma forma de pedido para agir com cautela. 

Mas, ao mesmo tempo, precisa ter presente que a cautela não deve se transformar em pretexto para desistir dos objetivos, pois todos sabem que o medo é o maior castrador de sonhos. 

Não se trata de ignorar o medo, mas de administrá-lo. E não se pode esquecer que o medo é só o medo. 

Ele nunca proíbe de se tomar qualquer decisão. 

A gente deve escolher, permanecer aprisionados pelo medo ou seguir em frente, sem se esquecer que o medo nunca conduz ninguém ao topo.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A coruja e o julgador vingativo (fábula)

Em outros tempos...

Num velho reino escondido entre montanhas e pradarias, havia um tribunal cuja cátedra de julgador era ocupada por um leão, temido por sua força e pela sua sede de vingança. Suas decisões não se pautavam na sabedoria, mas na busca de seus próprios interesses.

A Coruja (sempre astuta), acompanhava todos os julgamentos, e a intrigavam determinadas decisões do leão. Então, começou a estudar com mais profundidade cada uma das sentenças proferidas por ele e descobriu abusos, onde animais justos foram punidos e condenados, enquanto malfeitores escaparam ilesos, porque sabiam bajular o leão ou o corrompiam com presentes.

‘Que justiça é essa? É apenas um jogo de interesses’, ponderou a Coruja.

Aninhada entre as folhas de um carvalho centenário, começou a vigiar os passos do leão, e descobriu que frequentemente indivíduos abonados eram salvos do rigor da lei, em prejuízo de pessoas mais humildes. Ela gravou vários desses encontros do leão com os seus subornadores para utilizar como prova em futuras denúncias. Registrou, também, algumas conversas quando o Leão afirmava para eles: “Quem me agradar, sairá livre. Quem me afrontar, sofrerá o castigo.”

Isso não é justiça, murmurou a Coruja. Isso se chama engana-tolos. Indignada, numa noite de lua cheia, ela reuniu os animais numa clareira da floresta, e revelou os segredos do julgador injusto. Apresentou todas as provas que havia juntado em suas investigações particulares.

Os animais se revoltaram, e o leão, antes temido, foi expulso. Em seu lugar, escolheram um Elefante, sábio, paciente e de memória longa, que jurou julgar sempre com equilíbrio e justiça.

Reflexão: A justiça é cega só quando escolhe não enxergar.


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